Não existe plano de repatriação, diz mãe de brasileiras em Israel
Jane Wulff relata dificuldades para trazer filhas de volta ao Brasil e critica falta de plano do governo para resgatar cidadãos em meio ao conflito com o Irã
Em meio ao crescente conflito entre Israel e Irã, Jane Wulff, mãe de duas brasileiras que se encontram em território israelense, faz um apelo por ajuda do governo brasileiro para repatriar suas filhas. Em entrevista ao Live CNN, Wuff expressou sua frustração com a falta de um plano concreto para o resgate de cidadãos brasileiros na região.
Segundo Jane, a situação atual contrasta drasticamente com a resposta rápida do governo brasileiro após os ataques de 7 de outubro. "Quando teve o atentado terrorista de 7 de outubro, o avião da FAB prontamente surgiu como forma de resgatar os brasileiros que estavam lá", relembra.
No entanto, agora a realidade é outra: "A gente tá encontrando uma dificuldade muito grande, muito grande, porque a gente entrou em contato com o consulado brasileiro em Israel e a todo quanto a resposta é que não existe um plano de repatriação".
Contraste com outros países
Jane destaca que várias nações já tomaram medidas para resgatar seus cidadãos: "Vemos acompanhando que vários outros países como Estados Unidos, Bulgária, Grécia, Itália, Espanha, todos já foram buscar os seus cidadãos, Japão já foi buscar os seus cidadãos, mas o Brasil não tem essa resposta".
A mãe enfatiza a urgência da situação, especialmente considerando a presença de muitos jovens e crianças entre os brasileiros em Israel. "A minha filha tem 15 anos", revela Jane, ressaltando a vulnerabilidade dos que aguardam resgate.
"Acredito eu que deveria ter obrigação do governo brasileiro de enviar ou fazer o máximo possível para poder fazer essa repatriação, porque afinal de contas, são brasileiros e são pessoas", argumenta Jane. Ela lamenta que questões políticas pareçam estar sobrepondo-se às preocupações humanitárias.
Jane fez contato com diversos canais, incluindo o assessor do presidente da Comissão Brasil-Israel, na tentativa de mobilizar apoio e pressionar o Itamaraty para agir. Até o momento da entrevista, nenhuma ação concreta havia sido tomada.


