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    “Não podemos ver o fim do sofrimento”, diz primeira-dama da Ucrânia

    Olena Zelenska concedeu entrevista à âncora da CNN Christiane Amanpour

    Primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska
    Primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska Foto: Anna Moneymaker/Getty Images

    Emmet Lyons e Nicholas Pearceda CNN

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    Cinco meses de guerra forçaram os ucranianos a ajustar suas expectativas. Depois de se prepararem para um conflito que pensavam ser uma corrida de velocidade, muitos agora estão lutando com a probabilidade de uma “maratona”, disse Olena Zelenska, primeira-dama da Ucrânia.

    “É muito difícil aguentar cinco meses”, disse Zelenska a Christiane Amanpour, da CNN. “Precisamos acumular nossa força, precisamos economizar nossa energia.”

    “Não podemos ver o fim do nosso sofrimento”, disse ela.

    Zelenska conversou com a CNN em um momento crucial da luta. Embora Kiev tenha conquistado uma série de vitórias iniciais logo após a invasão da Rússia, a maré parece estar virando a favor do Kremlin, especialmente no leste.

    As forças russas eliminaram a maioria das defesas ucranianas na região de Luhansk e consolidaram o controle de um cinturão de território no sul. Luhansk e a vizinha Donetsk juntas formam a região de Donbas, na Ucrânia, um centro industrial pontilhado de fábricas e campos de carvão que abriga combates esporádicos desde 2014, quando separatistas apoiados pela Rússia tomaram o controle de dois territórios – a autodeclarada República Popular de Donetsk e República Popular de Luhansk.

     

    O marido de Zelenska, o presidente Volodymyr Zelensky, disse aos líderes do G7 – grupos das sete maiores democracias industriais – na segunda-feira (27) que deseja encerrar a guerra na Ucrânia no início do próximo ano.

    Por enquanto, os combates continuam no leste, com mísseis atingindo alvos em todo o país – incluindo um shopping center onde pelo menos 1.000 pessoas estavam dentro quando a sirene do ataque aéreo soou. Ao menos 18 pessoas morreram e dezenas continuam desaparecidas.

    Assim como seu marido, Zelenska chamou o ataque de “terrorismo”. Enquanto ela disse que estava “chocada” com o incidente, ela explicou que estava exasperada com quantas vezes os métodos dos militares russos a deixaram boquiaberta.

    “Ficamos chocados muitas vezes. Não sei com o que mais os ocupantes podem nos chocar”, disse Zelenska.

    Uma família separada

    Zelenska disse que ela e seus filhos não viram Zelensky por dois meses da guerra. Durante os primeiros dias da guerra, o presidente morava em seu escritório e sua família foi proibida de ficar lá para mantê-los seguros.

    Desde então, os combates se afastaram de Kiev, permitindo que a família se reunisse – mas não por longos períodos de tempo.

    A experiência deles, disse Zelenska, não é única. Ela estimou que metade de todas as famílias ucranianas foram separadas pela guerra.

    “Nosso relacionamento está em pausa, assim como para todos os ucranianos”, disse ela. “Nós, assim como todas as famílias, estamos esperando para nos reunirmos, para estarmos juntos novamente.”

    Zelenska disse que ela e outros estão tentando lidar com a situação “tentando encontrar alegria em coisas simples”, mesmo que sejam passageiras. Ela se comparou a uma fotografia na cidade de Borodianka, uma cidade a leste de Kiev ocupada pelas forças russas nos primeiros dias da guerra.

    A imagem, disse Zelenska, mostrava uma série de prédios bombardeados e arrasados, restando apenas uma coisa: um armário.

    “Sou como aquele armário em Borodianka”, disse Zelenska. “Estou tentando segurar, assim como aquele armário.”

    Tim Lister, da CNN, contribuiu para esta reportagem 

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