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    “Não vejo uma árvore há três anos”, diz âncora de TV que cumpre prisão na China

    Cheng Lei, ex-âncora de negócios da emissora estatal chinesa CGTN, é acusada de fornecer ilegalmente segredos de Estado no exterior

    A âncora da TV australiana Cheng Lei, no Web Summit em Lisboa, Portugal, em 6 de novembro de 2019
    A âncora da TV australiana Cheng Lei, no Web Summit em Lisboa, Portugal, em 6 de novembro de 2019 Photo By Vaughn Ridley/Sportsfile for Web Summit via Getty Images

    Alex StambaughJessie Yeungda CNN

    A âncora da TV australiana Cheng Lei, que completará três anos detida na China no domingo (13), disse em uma mensagem que sente falta de sua família e da vida na Austrália.

    “Sinto falta do sol. Na minha cela, a luz do sol entra pela janela, mas posso ficar nela apenas 10 horas por ano”, disse ela em uma mensagem divulgada nesta quinta-feira (10) por seu parceiro Nick Coyle na conta FreeChengLei.

    Coyle disse à CNN que a mensagem foi ditada a oficiais diplomáticos e compartilhada com ele.

    “Não acredito que costumava evitar o sol quando morava na Austrália”, dizia a mensagem de Cheng, que a descreveu como uma “carta de amor” para a Austrália e disse “Não vejo uma árvore há 3 anos”.

    Cheng, ex-âncora de negócios da emissora estatal chinesa CGTN e mãe de dois filhos, é acusada de fornecer ilegalmente segredos de Estado no exterior, uma acusação que pode levar a uma sentença que pode ser de cinco anos e até prisão perpétua.

    Ela estava a caminho do trabalho na manhã de 13 de agosto de 2020, quando “foi levada pelo Ministério de Segurança do Estado da China”, disse Coyle em uma carta publicada no jornal The Australian, em maio. As autoridades chinesas não revelaram detalhes das acusações.

    O tribunal na China adiou várias vezes o veredicto, deixando Cheng sob custódia. Em carta divulgada nesta quinta-feira, Cheng falou com carinho sobre sua vida na Austrália, escrevendo: “Sinto falta do povo australiano”.

    “Lembro-me de acampar pela primeira vez com minha família”, escreve ela. “Sinto falta dos doces encontros com a vida selvagem na Austrália, o sal marinho girando em meu ouvido.”

    “Revivo cada caminhada pela mata, rio, lago, praia com mergulhos e piqueniques e pores do sol psicodélicos, céu iluminado de estrelas e a silenciosa e secreta sinfonia do mato. Acima de tudo, sinto falta dos meus filhos.”

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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