No Reino Unido, Trump evitou críticas e escolheu jornalistas para coletiva
Em visita oficial ao Reino Unido, Trump selecionou apenas jornalistas favoráveis para perguntas, enquanto Keir Starmer abriu espaço para toda a imprensa
Durante visita oficial ao Reino Unido, Donald Trump adotou uma postura seletiva em sua coletiva de imprensa, escolhendo apenas jornalistas e blogueiros que demonstravam alinhamento com suas posições, evitando assim questionamentos mais críticos sobre temas controversos.
O contraste ficou evidente quando comparado à abordagem de Keir Starmer, que concedeu espaço a todos os principais veículos de comunicação britânicos, independentemente de suas orientações editoriais. Starmer enfrentou questões desafiadoras sobre diversos temas, incluindo imigração e religião.
Perguntas sem confronto
As questões direcionadas a Trump foram notadamente brandas, evitando temas sensíveis como sua relação com a ABC ou o caso Epstein. Em contrapartida, os jornalistas britânicos que questionaram Starmer abordaram temas mais complexos, incluindo provocações sobre o caráter cristão do Reino Unido e políticas migratórias.
Posteriormente, durante o voo de retorno a Washington no Air Force One, Trump fez declarações contundentes sobre sua visão da mídia. Em conversa com jornalistas americanos, afirmou que empresas de comunicação muito críticas ao governo "devem perder suas licenças", uma declaração que gerou preocupações sobre liberdade de imprensa.
A visita ao Reino Unido foi descrita por Trump como "uma das melhores viagens de sua vida", destacando especialmente seu pernoite no Castelo de Windsor. No entanto, a seletividade na escolha dos jornalistas e suas declarações posteriores sobre a mídia levantaram questionamentos sobre sua relação com a imprensa.


