Nova ofensiva em Gaza: países se posicionam sobre conflito Israel-Hamas
Em meio à nova operação militar israelense na cidade de Gaza e denúncias de genocídio, nações como Reino Unido, Austrália e Portugal planejam reconhecer a Palestina
Israel intensificou sua ofensiva militar na cidade de Gaza, estabelecendo uma rota de fuga por 48 horas para que palestinos deixem a região. A ONU informou que ao menos 200 mil pessoas já se deslocaram do norte para o sul do território, em meio a relatos de ataques a comboios humanitários e civis em deslocamento.
A situação humanitária se agrava nos campos de refugiados no sul, que enfrentam superlotação e escassez de água potável, medicamentos e alimentos. Muitos palestinos optam por permanecer na cidade de Gaza, temendo não poder retornar às suas residências ou enfrentar condições ainda mais precárias nos acampamentos.
Debates internacionais e veto americano
Os Estados Unidos vetaram pela sexta vez uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que exigia um cessar-fogo imediato em Gaza. A justificativa americana foi que o texto não condenou suficientemente o Hamas, enquanto os outros 14 membros do Conselho votaram a favor do projeto.
Uma comissão independente da ONU concluiu que Israel estaria cometendo genocídio contra os palestinos, identificando quatro dos cinco atos que caracterizam esse crime segundo o Direito Internacional. Entre eles estão: matar membros de um grupo nacional, étnico, racial ou religioso; causar graves danos físicos e mentais; impor condições destinadas a destruir o grupo; e impedir nascimentos. Israel negou veementemente as acusações.
Reconhecimento do Estado Palestino
Uma cúpula para a solução de dois Estados, promovida pela França e Arábia Saudita, está programada para a próxima semana. Durante o evento, diversos países, incluindo Austrália, Bélgica, Canadá, Malta, Portugal e Reino Unido, devem anunciar o reconhecimento formal do Estado Palestino, em uma tentativa de pressionar por uma resolução diplomática do conflito.


