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    Novo surto de Covid-19 deixa ruas desertas em cidades da China

    China está na primeira de três ondas esperadas de casos de Covid neste inverno, segundo o epidemiologista-chefe do país, Wu Zunyou

    Moradores fazem fila para testes de Covid em Hohhot, Mongólia Interior, China, em 1º de dezembro.
    Moradores fazem fila para testes de Covid em Hohhot, Mongólia Interior, China, em 1º de dezembro. CFOTO/Future Publishing/Getty Images

    Por Siyi Liu e Eduardo Baptista, da Reuters

    As ruas das principais cidades chinesas estavam silenciosas neste domingo, com as pessoas ficando em casa para se proteger do aumento nos casos de Covid-19 que atingiu centros urbanos.

    A China está na primeira de três ondas esperadas de casos de Covid neste inverno, segundo o epidemiologista-chefe do país, Wu Zunyou.

    Outras ondas virão à medida que as pessoas seguem a tradição de retornar em massa às suas áreas de origem para o feriado do Ano Novo Lunar no próximo mês, disse ele.

    A China não relatou nenhuma morte por Covid desde 7 de dezembro, quando encerrou abruptamente a maioria das restrições importantes para uma política de tolerância zero após protestos públicos sem precedentes.

    Como parte da flexibilização das restrições de zero Covid, os testes em massa para o vírus terminaram, lançando dúvidas sobre se os números oficiais de casos podem capturar a escala total do surto.

    A China relatou cerca de 2.097 novas infecções sintomáticas por Covid em 17 de dezembro.

    Em Pequim, a disseminação da variante Omicron já atingiu serviços de refeições a entrega de encomendas.

    Casas funerárias e crematórios na cidade de 22 milhões de habitantes também estão lutando para atender à demanda em meio à escassez de pessoal, já que trabalhadores e motoristas ficaram doentes.

    Na maior funerária de Pequim em Babaoshan, vários carros funerários puderam ser vistos entrando no domingo, enquanto o estacionamento para carros particulares também estava cheio.

    A fumaça subia dos crematórios, onde grupos de pessoas se reuniam para recolher as cinzas dos mortos. Não ficou claro até que ponto a Covid foi responsável pelo aumento das mortes.

    Postagens nas mídias sociais também mostraram metrôs vazios na cidade de Xian, enquanto em Xangai, o centro comercial do país, não houve a agitação usual na véspera do Ano Novo.

    Em Xangai, autoridades disseram que as escolas devem fazer a maioria das aulas online a partir de segunda-feira. Na vizinha Hangzhou, a maioria das escolas foi incentivada a terminar o semestre de inverno mais cedo.

    Falando numa conferência no sábado, o epidemiologista-chefe Wu, do Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças, disse que o surto atual atingirá o pico nesta virada de ano e ocorreriá em três ondas por cerca de três meses, de acordo com uma reportagem da mídia estatal.

    A China celebrará o Ano Novo Lunar a partir de 21 de janeiro. O feriado normalmente leva centenas de milhões de pessoas a viajar para casa para passar um tempo com a família.

    Uma terceira onda de casos ocorreria do final de fevereiro a meados de março, quando as pessoas voltassem ao trabalho após o feriado, disse Wu.

    Um instituto de pesquisa com sede nos EUA disse nesta semana que o país pode ter uma explosão de casos e mais de um milhão de pessoas na China podem morrer de Covid em 2023.

    Embora a China tenha lançado suas primeiras vacinas Covid em 2021, as taxas de vacinação entre pessoas com 60 anos ou mais mudaram pouco desde meados deste ano, segundo dados oficiais.

    Apenas 66,4% das pessoas com mais de 80 anos concluíram o esquema completo de vacinação, disse a agência oficial Xinhua.