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    OMS denuncia cerco a hospital em Gaza

    Tedros Adhanom afirma que 170 pessoas estão cercadas por forças de defesa de Israel em Al-Awda

    Diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus
    Diretor-geral da OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus 15/12/2023 REUTERS/Denis Balibouse

    Salvador Stranoda CNN

    O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, fez um apelo nesta terça-feira (21) para o fim do cerco imposto ao hospital Al-Awda, em Gaza, que está cercado pelas Forças de Defesa de Israel desde domingo (19).

    Segundo Adhanom, há 148 funcionários e 22 pacientes dentro do hospital. “Ninguém pode entrar ou sair do prédio”, escreveu Adhanom no X. “Estamos profundamente preocupados com a segurança dos funcionários e dos pacientes que seguem no hospital. Apelamos para que ele sejam protegidos, por acesso à ajuda humanitária e por um cessar fogo imediato”.

    O dirigente ainda afirma que ninguém foi ferido até aqui, mas que o hospital, que fica na região norte da Faixa de Gaza, está cercado por atiradores de elite que mantêm os funcionários e os pacientes no 5º andar sob risco constante.

    A última vez que a equipe da OMS teve acesso ao prédio foi no dia 13 de maio, quando foram entregues equipamentos médicos e combustível para a equipe do hospital.

    Segundo o último balanço apresentado pelas Forças de Defesa Israelenses, o gabinete de Benjamin Netanyahu entregou 23 mil toneladas de equipamentos médicos ao enclave desde o início do conflito.

    A crise no Hospital de Al-Awda ocorre em meio à escalada da pressão internacional sobre Israel para a entrada de ajuda humanitária em Gaza.

    O principal acesso para os insumos humanitários, até então, era Rafah, perto da fronteira com o Egito. A passagem, entretanto, está bloqueada desde que as tropas de Israel deram início à uma ocupação parcial do território.