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    Ondas de calor no Hemisfério Norte serão mais frequentes e graves, diz especialista

    À CNN Rádio, Marcelo Seluchi, coordenador do CEMADEN, afirmou que efeito estufa aliado ao El Niño explicam as altas temperaturas registradas

    Pessoas se refrescam durante uma onda de calor contínua com temperaturas chegando a 40 graus, na Piazza del Pantheon, em 10 de julho de 2023 em Roma, Itália.
    Pessoas se refrescam durante uma onda de calor contínua com temperaturas chegando a 40 graus, na Piazza del Pantheon, em 10 de julho de 2023 em Roma, Itália. Antonio Masiello/Getty Images

    Amanda Garciada CNN

    O calor extremo registrado na Europa, na Ásia e nos Estados Unidos fez com que a Organização Meteorológica Mundial da ONU alertasse para o risco de mortes causadas pelas altas temperaturas.

    À CNN Rádio, o doutor em meteorologia Marcelo Seluchi afirmou que essas ondas de calor “vão se tornar mais frequentes e graves” caso o mundo não se mobilize para conter o efeito estufa.

    “O planeta aqueceu mais de 1 grau desde a era industrial, mas isso não significa apenas somar um grau às temperaturas máxima e mínima”, disse.

    O coordenador-geral de operações do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) explicou que esta elevação significa um “aumento dos extremos quentes e frios, fundamentalmente, as ondas de calor vão se tornar cada vez mais intensas.”

    De acordo com Seluchi, as altas temperaturas registradas recentemente vêm tanto do efeito estufa, com a emissão de gases na atmosfera que contribui para o aquecimento do planeta quase contínuo, quanto pelo El Niño.

    O fenômeno “consiste no aquecimento das águas no Pacífico, maior oceano do planeta, e, com águas mais quentes, funciona como um aquecedor para atmosfera, normalmente são os mais quentes.”

    O meteorologista destaca que os europeus, por exemplo, não são equipados para lidar com o calor como são para o frio.

    “O sistema elétrico europeu não comporta a instalação maciça de aparelhos de ar-condicionado”, exemplificou.

    Segundo o especialista, o “mundo precisa deixar de poluir o planeta” e “ampliar as florestas, que absorvem os gases de efeito estufa.”

    Ele defende que os países trabalhem para achar “soluções sustentáveis e energias mais limpas”, para o planeta não entrar “numa rota de colisão”.

    *Com produção de Isabel Campos