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    ONU pede ao Reino Unido que reconsidere plano de deportar imigrantes para Ruanda

    Altos funcionários das Nações Unidas pediram ao governo britânico que tome medidas práticas para lidar com os fluxos irregulares de migrantes e refugiados

    Primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, participa de sessão da Câmara dos Comuns, em Londres
    Primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, participa de sessão da Câmara dos Comuns, em Londres 20/03/2024Parlamento do Reino Unido/Maria Unger/Divulgação via REUTERS

    Da Reuters

    Dois altos funcionários das Nações Unidas apelaram nesta terça-feira (23) ao Reino Unido para reconsiderar o seu plano de deportar imigrantes para Ruanda, alertando que a medida teria um impacto prejudicial nos direitos humanos e na proteção dos refugiados.

    Em uma declaração conjunta, Filippo Grandi, o Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, e Volker Turk, o Alto Comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, apelaram ao Reino Unido para que, em vez de transferir requerentes de asilo para o país africano, tomasse medidas práticas para lidar com os fluxos irregulares de migrantes e refugiados.

    Falando em nome de Turk em uma conferência de imprensa da ONU em Genebra, a porta-voz Ravina Shamdasani disse que a legislação “prejudica seriamente o Estado de Direito no Reino Unido e estabelece um precedente perigoso a nível mundial”.

    O primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, prometeu na segunda-feira (22) começar a enviar requerentes de asilo para Ruanda dentro de 10 a 12 semanas, enquanto a Câmara Alta do Parlamento aprovava uma legislação que foi adiada por semanas devido a tentativas de alterar o plano.

    Outros países estão considerando medidas duras para travar a migração ilegal, com a Itália planejando construir campos de acolhimento na Albânia para milhares de migrantes que chegam pelo mar.

    O porta-voz do ACNUR, Matthew Saltmarsh, disse que foi “um dia sombrio para os direitos dos refugiados”.