Ormuz só se abre com acordos iranianos, não ameaças dos EUA, diz autoridade

Principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, alertou Washington após ataques: "batam, e vocês vão apanhar"

Lucas Teixeira, da CNN Brasil
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O principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, que também ocupa o cargo de presidente do Parlamento, afirmou nesta quarta-feira (8) que o Estreito de Ormuz só pode ser aberto com acordos iranianos, não ameaças americanas.

A afirmação de Ghalibaf acontece após uma nova rodada de ataques dos EUA contra cidades iranianas.

Em publicação na rede social X, o negociador também fez um alerta para Washington, afirmando "batam, e vocês vão apanhar".

"A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar.

Não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais: o Estreito de Ormuz só se abre com "acordos iranianos", não com ameaças americanas."

Nova ofensiva dos EUA

No fim da tarde desta quarta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que os militares dos Estados Unidos estavam realizando novos ataques contra o Irã.

A ofensiva aconteceu horas após presidente americano Donald Trump declarar que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã havia "terminado".

Em publicação na rede social X, o CENTCOM afirmou que o que classificou como "ataques adicionais" tinham como objetivo degradar ainda mais a capacidade de Teerã de  "ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".

"Os Estados Unidos responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente em uma via navegável internacional vital", escreveu o Comando Central.

Horas após ofensiva americana, países do Oriente Médio, entre eles o Kuwait e o Bahrein relataram sirenes de alerta e ataques com foguetes e drones.