Parlamentares do partido de Castillo juram reescrever Constituição do Peru

Plano de reescrever a Constituição foi uma das promessas do socialista Pedro Castillo durante a campanha eleitoral

Congresso do Peru em Lima
Congresso do Peru em Lima Foto: Guadalupe Pardo/Reuters

Marco Aquino, da Reuters

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Os parlamentares do partido do presidente eleito do Peru, Pedro Castillo, juraram nesta sexta-feira (23), ao assumir seus cargos, que tentarão reescrever a Constituição, um sinal de que o plano de dar ao Estado um papel mais ativo na economia gerará uma dura batalha no próximo mandato de um Congresso fragmentado.

O plano de reescrever a Constituição foi uma das promessas do socialista Castillo durante a campanha eleitoral, um objetivo que ele reiterou após ganhar da candidata de direita Keiko Fujimori, mas que não foi bem recebido por partidos de oposição no novo Congresso.

A maioria dos 37 membros do partido marxista Peru Livre jurou com a mão alçada que pressionarão pela formação de uma assembleia constituinte para substituir a Constituição redigida em 1993 durante o governo do presidente Alberto Fujimori, que dissolveu o Congresso e assumiu amplos poderes.

A intenção de Castillo de reescrever a Constituição deixou a elite política e empresarial alarmada, com temores de que haja uma virada à esquerda para modificar o atual caminho econômico de livre mercado e que sejam criados novos impostos sobre a crucial indústria mineradora para financiar gastos em saúde e educação.

No Congresso com 130 parlamentares, nenhum partido dos 10 representados tem força suficiente para impulsionar sozinho uma reforma constitucional. As 24 cadeiras da Força Popular, partido de Keiko Fujimori, que perdeu a presidência e tem a segunda minoria parlamentar, juraram defender a atual Carga Magna.

No Congresso, membros do grupo esquerdista Juntos Pelo Peru – aliado de Castillo com cinco assentos – também prometeram uma nova Carta Magna. Mas os partidos de direita Renovação Popular e Avança País se juntaram à oposição da Força Popular.

Representantes dos demais grupos políticos manifestaram objeções a uma nova Constituição, embora tenham deixado em aberto a possibilidade de apoiar alguma reforma parcial.

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