Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Pela primeira vez na história, Brasil ocupará assento no Conselho de Auditores da ONU

    Presidente do TCU, ministro Bruno Dantas integrará equipe que irá ajudar a fiscalizar contas da instituição

    Mariana Janjácomoda CNN

    Nova York

    A partir de julho de 2024, o Tribunal de Contas da União, representado pelo presidente Bruno Dantas, será um dos três integrantes do Conselho de Auditores da Organização das Nações Unidas.

    O Brasil foi eleito para um mandato de seis anos durante sessão com países-membros da ONU nesta sexta-feira (3). O Conselho de Auditores é um órgão independente estabelecido em 1946 com o objetivo de fiscalizar as contas da ONU, incluindo fundos e programas. O conselho também tem a função de fazer recomendações para o aprimoramento do controle da organização.

    Em entrevista exclusiva à CNN Brasil na sede da ONU em Nova York, o ministro Bruno Dantas afirmou que o mandato inédito do Brasil no órgão deve contribuir para a projeção internacional do país.

    “Ter a chance de auditar as finanças da maior organização multilateral do planeta certamente dará ao Brasil uma projeção internacional ainda maior; isso significa que nós teremos as condições de mostrar à Assembleia Geral, ao Conselho de Segurança e ao Secretariado da ONU a qualidade dos nossos auditores. Mostraremos que além de bons diplomatas, temos também bons auditores”, afirmou Dantas.

    A diplomacia teve grande importância na escolha do Brasil para o cargo. A vaga conquistada pelo TCU é tradicionalmente ocupada por países da África e da América Latina.

    Segundo Dantas, o Brasil passou mais de um ano dialogando com outros países dessas regiões para conseguir apoio à candidatura, de forma que a eleição nesta sexta-feira (3) ocorreu por aclamação, ou seja, nenhum outro país chegou a formalizar candidatura para o cargo.

    O presidente Lula enviou uma carta à instituição manifestando a intenção do Brasil de fazer parte do conselho. No documento, o presidente cita o histórico do país com a transparência na gestão pública como um dos argumentos para a candidatura do TCU ao órgão.

    “O Brasil tem um longo histórico de compromisso com a transparência e accountability na gestão pública, materializado pela atuação do TCU. Com mais de 130 anos de existência, a Corte se tornou uma das mais importantes instituições democráticas do país, exercendo com dedicação a sua missão constitucional de zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos”, afirma na carta apresentada às Nações Unidas.

    Bruno Dantas deve assumir a vaga que atualmente é ocupada pelo controlador-geral do Chile, Jorge Bermúdez, cujo mandato acaba no final de junho de 2024. Os outros dois integrantes do conselho são o auditor geral da China, Hou Kai, e o presidente do Tribunal de Contas da França, Pierre Moscovici.

    Veja também – William Waack: os recados de Lula em discursos na ONU