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    Pesquisas mostram que os americanos concordam com Biden na política externa dos EUA em relação a Israel

    Nesta quinta-feira (19), o presidente norte-americano deve abordar o assunto em discurso

    Biden em visita a Israel: aposta do presidente dos EUA no apoio aos israelenses é bem avaliada por eleitores
    Biden em visita a Israel: aposta do presidente dos EUA no apoio aos israelenses é bem avaliada por eleitores 18/10/2023 REUTERS/Evelyn Hockstein

    Harry Entenda CNN

    O presidente Joe Biden, na volta de sua viagem a Israel, apelará aos americanos para a continuidade da ajuda ao parceiro na guerra contra o grupo radical islâmico Hamas em um discurso na noite desta quinta-feira (19).

    Há divisões dentro do seu próprio partido sobre a forma como os Estados Unidos lidam com o conflito. Embora alguns dos seus colegas democratas no Congresso não concordem com o mandatário, a maioria dos eleitores e apoiadores em geral concordam com a abordagem.

    É um de seus pontos de maior apelo entre o eleitorado. O mesmo pode ser dito da sua política em relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, que também será abordada no discurso.

    Na pesquisa divulgada pela Quinnipiac University na terça-feira (17), apenas 13% dos consultados responderam que seu apoio está mais com os palestinos do que com os israelenses, com base no que sabem sobre o Oriente Médio.

    Já 61% disseram apoiar Israel, maior índice de apoio ao país desde que a Quinnipiac começou a fazer essa pergunta, em 2001. Aumentou consideravelmente em relação aos 41% em 2021, quando Quinnipiac fez a pergunta pela última vez para eleitores quando Israel estava em conflito armado com o Hamas.

    Uma pesquisa da Fox News realizada logo após o ataque do Hamas a Israel no sábado (7) também mostrou que a simpatia dos eleitores por Israel aumentou desde 2021.

    Notavelmente, grande parte da mudança de opinião é impulsionada pelos Democratas. O apoio do partido a Israel, em comparação com os palestinos, vinha diminuindo há mais de uma década.

    Papel dos EUA

    Quando se trata do papel dos Estados Unidos como forte aliado de Israel no confronto, mais da metade dos democratas entrevistados pela Quinnipiac parecem estar mais propensos a ficar do lado de Joe Biden. Embora 28% dos eleitores democratas acreditem que a América tem apoiado Israel em excesso, 60% consideram o apoio correto.

    A maioria dos eleitores (52%) concordou que o governo norte-americano tem razão nesse tema. O resto está dividido igualmente entre dizer que há apoio demais (20%) ou insuficiente (20%).

    Essa é uma das pautas mais populares de Biden. Mais eleitores consultados pela Quinnipiac aprovam a resposta de Biden ao ataque terrorista do Hamas a Israel (42%) e a sua política em relação a Israel em geral (42%) do que desaprovam (37% e 39%, respectivamente).

    Esses índices de aprovação de +5 pontos percentuais e +3 pontos percentuais são significativamente superiores ao seu índice de aprovação geral.

    Outra questão em que Biden se sai relativamente bem é no apoio dos EUA à Ucrânia depois da Rússia ter invadido o país. A pesquisa Quinnipiac mostra que 47% dos eleitores aprovam a resposta de Biden à invasão, enquanto 45% desaprovam.

    Veja também: Biden diz que Hamas faz Estado Islâmico parecer racional


    Tal como aconteceu com Israel (76%), a maioria dos eleitores concorda com Biden que apoiar a Ucrânia (65%) é do interesse nacional do país.

    Esta pode ser uma das razões pelas quais Biden se sentiu confortável com o fato de os EUA terem fornecido mísseis de longo alcance à Ucrânia nos últimos dias, de acordo com várias autoridades norte-americanas. Esses mísseis permitirão que a Ucrânia atinja alvos russos que estavam fora de alcance.

    A sondagem positiva para Biden sobre a Ucrânia esconde, no entanto, algumas divisões. Embora os Democratas sejam mais propensos a dizer que apoiar a Ucrânia é do interesse nacional da América (87%) do que a favor de Israel (76%), os Republicanos são o oposto (84% em Israel e 49% na Ucrânia).

    O ceticismo dos republicanos em relação ao apoio à Ucrânia alinha-se com outras questões eleitorais. A clara maioria dos republicanos (61%) afirma que houve ajuda excessiva aos ucranianos, o que representa um aumento em relação aos 7% no início da guerra do país contra a Rússia.

    Ainda assim, seria um erro dizer que são apenas os republicanos que causam uma dor de cabeça eleitoral no presidente. Ainda que os americanos apoiem a Ucrânia, o apetite para que o Congresso aprove mais ajuda ao país nos seus esforços de guerra é fraco.

    Uma sondagem da CNN/SSRS no mês de agosto revelou que 55% dos eleitores em geral se opunham a ela, incluindo 71% dos republicanos. Muitos republicanos na Câmara dos EUA têm hesitado em conceder mais financiamento à Ucrânia.

    Não está claro se Biden será capaz de fazer alguma coisa. Ele terá mais facilidade com Israel, onde a maioria dos Democratas (59%), independentes (61%) e Republicanos (79%) aprovam que os EUA forneçam armas e equipamento militar ao país.

    Por fim, Biden escolheu temas em que é bem aceito para falar nesta quinta. Ele está mais confortável falando sobre essas questões do que sobre qualquer outra coisa.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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