Polícia de NY investiga vandalismo na estátua de George Floyd como crime de ódio

Estátua de homem negro morto por policial branco nos EUA foi pichada com nome de grupo supremacista branco; prefeito de NY disse que ação é desprezível

Foto: Estátua de George Floyd,do artista Chris Carnabuci,foi inaugurada na cidade de Nova York, em 19 de junho de 2021. (Foto: Tayfun Coskun / Agência Anadolu via Getty Images)

Mark Morales, da CNN

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Uma estátua de George Floyd, que foi inaugurada pelo seu irmão em Nova York, no dia 19 de junho, foi vandalizada na manhã de quinta-feira (24) e a polícia está investigando o incidente como crime de ódio, disse um membro da polícia de Nova York à CNN.

Floyd foi morto pelo ex-policial Derek Chauvin, que deve ser sentenciado hoje pelo crime. A morte de Floyd, ocorrida em uma rua de Minneapolis no ano passado, foi o estopim para uma série de manifestações antirracistas nos Estados Unidos e no mundo.

 A face da estátua foi pintada tinta spray preta, e sua base pichada com tinha spray branca com os dizeres “PATRIOTFRONT.US”, relatou o Departamento de Polícia de Nova York (NYPD, na sigla em inglês).

Patriot Front é um “grupo nacionalista que prega o ódio, com base na superioridade branca”, de acordo com o Southern Poverty Law Center.

A estátua de quase dois metros de altura ficará em exibição na Flatbush Avenue, no Brooklyn, por várias semanas, antes de sua transferência para a Union Square, em Manhattan, em julho.

O NYPD disse que está verificando o paradeiro de quatro homens que teriam relação com o ato de vandalismo. O NYPD divulgou um vídeo e uma foto do que diz ser os quatro homens caminhando em direção à estátua antes do incidente.

O gabinete do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, descreveu o vandalismo em sua conta no Twitter como um “ato de ódio racista, repulsivo e desprezível”.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, instruiu a Força-Tarefa para Crimes de Ódio da Polícia Estadual a oferecer assistência na investigação.

Cuomo descreveu o status como “um farol para todos os que acreditam que o progresso é possível e em nossa capacidade de fazê-lo acontecer”.

Ele acrescentou: “E para o grupo de neonazistas que fez isso, quero ser absolutamente claro: dê o fora de nosso estado”.

Este texto é uma tradução; para ler o original em inglês, clique aqui.

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