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    Vice-ministro polonês pede à China que pressione a Rússia por cessar-fogo

    Pedido foi feito pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Polônia, Wojciech Gerwel, ao enviado especial chinês, Li Hui, que percorre as capitais europeias em busca de um entendimento para acabar com a guerra

    Li e Gerwel se encontraram para discutir os termos para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia
    Li e Gerwel se encontraram para discutir os termos para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia Ministério das Relações Exteriores da Polônia

    Da Reuters

    A Polônia pediu à China que exerça pressão sobre a Rússia para encerrar sua guerra na Ucrânia durante uma reunião entre duas autoridades de alto escalão em Varsóvia, disse o Ministério das Relações Exteriores polonês.

    O enviado especial da China para assuntos da Eurásia, Li Hui, está em viagem pelas capitais europeias e esteve em Kiev na terça e quarta-feira, onde discutiu maneiras de encerrar o conflito Ucrânia-Rússia por meio de um acordo político. Na semana que vem, ele deve visitar Moscou.

    Em um comunicado divulgado após as negociações entre Li e o vice-ministro das Relações Exteriores da Polônia, Wojciech Gerwel, o Ministério das Relações Exteriores da Polônia disse que Gerwel pediu a Pequim que usasse sua influência na Rússia.

    “O vice-ministro Gerwel reconheceu a responsabilidade da China como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e expressou a esperança de que a China condenará a agressão da Rússia e exercerá pressão sobre a Rússia para que volte a cumprir os princípios do direito internacional”, disse o comunicado.

    O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping, assinaram um acordo de parceria “sem limites” no ano passado, poucas semanas antes de a Rússia invadir a Ucrânia. Pequim se recusou a culpar Moscou pela guerra e condenou as sanções ocidentais contra a Rússia.

    Gerwel disse a Li que a Polônia espera que a China nunca reconheça a anexação dos territórios ucranianos pela Rússia e disse que a ajuda militar de Pequim a Moscou teria “graves consequências” para as relações com a Europa.

    A China negou repetidamente o envio de equipamento militar para a Rússia.

    Li disse que a China atribui importância ao papel da Polônia nos assuntos regionais e está disposta a continuar a se comunicar com a Polônia sobre a solução política da crise, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da China.

    Forças ucranianas obtêm alguns avanços no front, enquanto Zelensky busca mais apoio internacional / 11/05/2023 2023. Radio Free Europe/Radio Liberty/Serhii Nuzhnenko via REUTERS

    Kiev descartou a ideia de quaisquer concessões territoriais à Rússia e disse que quer cada centímetro de seu território de volta.

    Desde fevereiro, Pequim promove fortemente uma proposta de 12 pontos para uma solução política para a crise na Ucrânia.

    O plano, lançado no primeiro aniversário da invasão da Rússia, foi em grande parte uma reiteração das linhas anteriores da China sobre a guerra. Instou ambos os lados a concordar com uma redução gradual da tensão e alertou contra o uso de armas nucleares.

    Li é a autoridade chinesa mais importante a visitar a Ucrânia desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

    De acordo com o comunicado polonês, Li disse durante as negociações que a situação na Ucrânia “não é do interesse de ninguém”, mas que “não há solução fácil”.

    (Publicado por Fábio Mendes)