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    Presidente do Equador declara novo estado de emergência de segurança

    Policiais poderão entrar em casas e interceptar correspondência em sete províncias sem autorização prévia

    O presidente do Equador, Daniel Noboa, fala durante cerimônia de entrega de equipamentos à Polícia Nacional em Quito
    O presidente do Equador, Daniel Noboa, fala durante cerimônia de entrega de equipamentos à Polícia Nacional em Quito 22/01/2024REUTERS/Karen Toro/File Photo

    Alexandra Valenciada Reuters

    Quito

    O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou um novo estado de emergência nesta quarta-feira (22) em sete das 24 províncias do país, após o crescimento no número de mortes violentas e outros crimes nessas regiões.

    A medida tem duração de 60 dias nas províncias de Guayas, El Oro, Santa Elena, Manabi, Sucumbios, Orellana e Los Rios, além de uma área de Azuay, segundo decreto assinado por Noboa.

    Em janeiro, o líder equatoriano declarou o país estava em guerra e classificou 22 gangues criminosas como grupos terroristas.

    O decreto foi enviado à Corte Constitucional, que havia cancelado o decreto anterior do presidente.

     

    O decreto determina que as forças de segurança poderão entrar em casas e interceptar correspondência nessas províncias sem autorização prévia.

    O líder equatoriano culpa grupos criminosos pelo aumento da violência – incluindo gangues que traficam drogas para a Colômbia e o Peru por meio do Equador.

    Em janeiro, criminosos invadiram uma emissora de televisão fizeram agentes penitenciários como reféns.

    Noboa já utilizou declarações de estado de emergência para intensificar operações policiais e militares para combater milhares de assassinatos e outros crimes.

    O gabinete do procurador-geral investiga oito assassinatos extrajudiciais que teriam ocorrido durante o mais recente estado de emergência do país, após grupos de direitos humanos alertarem que as autoridades não estão adotando medidas para evitar abusos.