Presidente do Haiti investigava autoridades ligadas ao tráfico quando foi morto, diz NYT

Documento era parte de uma série de confrontos maiores entre Moïse e políticos e empresários poderosos, diz o jornal americano

O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado em casa
O presidente do Haiti, Jovenel Moise, foi assassinado em casa Getty Images for Concordia Summi

Brian Ellsworthda Reuters

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O então presidente haitiano Jovenel Moïse estava montando uma lista de autoridades e empresários ligados ao tráfico de drogas antes de seu assassinato em julho, informou o jornal The New York Times no domingo (12), acrescentando que ele pretendia dar os nomes ao governo dos Estados Unidos.

Moise foi assassinato por um grupo de homens armados, inclusive ex-soldados colombianos, que invadiram sua casa na calada da noite. Autoridades haitianas prenderam 45 pessoas, mas ainda não acusaram ninguém pelo crime.

Alguns dos presos confessaram que recuperar a lista com nomes de suspeitos de traficar drogas era uma prioridade, segundo o Times, citando três autoridades haitianas de nível sênior que têm conhecimento sobre a investigação.

“O documento era parte de uma série de confrontos maiores entre Moïse e políticos e empresários poderosos, alguns suspeitos de envolvimento com tráfico de narcóticos e de armas”, escreveu o Times.

Um porta-voz do escritório do primeiro-ministro Ariel Henry não respondeu imediatamente a um pedido de comentários.

O assassinato de Moïse deixou um vácuo de poder no Haiti, que alimentou uma onda de sequestros por parte de gangues que agora controlam boa parte do país caribenho.

O governo prometeu fazer justiça, mas autoridades do Judiciário dizem estar sofrendo intimidação e ameaças de morte.

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