Protesto nos EUA contra apoio a Israel termina com dezenas de detidos

Manifestantes pediam libertação da Palestina e fim dos ataques contra o Irã e o Líbano

Kanishka Singh, da Reuters, Washington
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Dezenas de manifestantes foram detidos pela polícia na cidade de Nova York na segunda-feira (13) durante manifestações que pediam o bloqueio da venda de armas para Israel e o fim do apoio militar dos Estados Unidos ao aliado.

Entre os manifestantes estava o grupo antiguerra Jewish Voice for Peace, que disse que cerca de 90 pessoas foram detidas. Chelsea Manning, um ex-soldado do Exército dos EUA e fonte do WikiLeaks, foi um dos detidos.

O Departamento de Polícia da Cidade de Nova York não forneceu um número de prisões.

Imagens dos protestos mostraram uma multidão reunida perto dos escritórios do líder da minoria no Senado dos EUA, Chuck Schumer, e de sua colega democrata, a senadora Kirsten Gillibrand.

Os manifestantes entoaram slogans como "parem as bombas", "acabem com as mortes" e "libertem a Palestina", expressando oposição aos ataques israelenses e norte-americanos ao Irã, aos ataques de Israel ao Líbano e ao ataque de Israel a Gaza.

Os manifestantes também gritaram "deixem Gaza viver", "deixem o Irã viver" e "deixem o Líbano viver".

EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. O Irã respondeu com seus próprios ataques a Israel e aos países do Golfo que abrigam bases norte-americanas. Os ataques israelenses e americanos contra o Irã e os ataques israelenses no Líbano mataram milhares de pessoas e deslocaram milhões.

O governo do presidente Donald Trump tem reprimido protestos tentando deportar estudantes estrangeiros, ameaçando congelar o financiamento das universidades onde os protestos foram realizados e ordenando a triagem dos comentários online dos imigrantes. A repressão tem enfrentado obstáculos judiciais.

A cidade de Nova York foi o centro dos protestos pró-palestinos em 2024.