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    Putin foi forçado a fechar acordo com líder do Wagner “para salvar sua pele”, diz chefe de inteligência do Reino Unido

    Chefe do MI6 do Reino Unido, Richard Moore, falou à CNN sobre a reação de Putin ao motim do Grupo Wagner chefiado por Yevgeny Prigozhin

    Vladimir Putin e Yevgeny Prigozhin
    Vladimir Putin e Yevgeny Prigozhin Montagem CNN

    Nick Paton Walshda CNN

    O presidente russo, Vladimir Putin, não teve escolha a não ser chegar a um acordo com o líder do Grupo WagnerYevgeny Prigozhin, a fim de encerrar uma rebelião de curta duração no mês passado, disse à CNN o chefe do MI6 do Reino Unido.

    “Ele realmente não lutou contra Prigozhin, ele fez um acordo para salvar sua pele, usando os bons ofícios do líder da Belarus. Portanto, nem eu consigo entender a cabeça de Putin”, disse Richard Moore.

    “Se você observar os comportamentos de Putin naquele dia, Prigozhin começou, eu acho, como um traidor no café da manhã. Ele foi perdoado no jantar e, alguns dias depois, foi convidado para um chá. Então, há algumas coisas e até mesmo o chefe do MI6 acha isso um pouco difícil de interpretar, em termos de quem está dentro e quem está fora”, acrescentou. 

    Moore também deu uma rara indicação da saúde e do paradeiro do próprio Prigozhin, cujas mensagens de áudio caracteristicamente profanas e frequentes publicadas no Telegram pararam recentemente.

    Questionado pela CNN se Prigozhin estava “vivo e saudável”, Moore respondeu que o líder do Wagner ainda estava: “flutuando”, segundo o entendimento de sua agência.

    As agências de inteligência ocidentais têm sido reticentes em comentar sobre a rebelião fracassada, por medo de fornecer suporte à desculpa recorrente da Rússia para justificar a dissidência interna – que é fabricada e alimentada por espiões ocidentais.

    No entanto, o discurso diante das câmeras forneceu uma oportunidade para que Moore transmitisse o quão chocante foi a fraqueza de Putin naquele fim de semana.

    “Nem eu consigo ver dentro da cabeça de Putin”, acrescentou. “Ele deve ter percebido, tenho certeza, de que algo está profundamente podre no estado da Dinamarca – para citar Hamlet – e ele teve que fechar esse acordo.”

    Moore acrescentou que é difícil fazer “julgamentos firmes” sobre o destino do próprio Grupo Wagner, como um grupo mercenário, mas eles “não parecem estar engajados na Ucrânia” e que “parece haver elementos do grupo em Belarus”.