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    Putin ordena que forças nucleares estejam em alerta máximo

    Alto funcionário da Casa Branca avaliou ato como "totalmente desnecessário"; Otan classificou como "retórica perigosa"

    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou
    Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em Moscou Reuters (24.fev.2022)

    Renata Souzada CNN

    em São Paulo

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    O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou neste domingo (27) que seu comando militar coloque unidades que incluem armas nucleares em alerta máximo. Putin citou como argumento “declarações agressivas” de líderes da Otan e sanções econômicas contra Moscou.

    “Como você pode ver, não só os países ocidentais tomam medidas hostis contra nosso país na dimensão econômica – quero dizer as sanções ilegais que todos conhecem muito bem –mas também os altos funcionários dos principais países da Otan se permitem fazer declarações agressivas ao nosso país”, disse Putin na televisão estatal.

    Em resposta à decisão, um alto funcionário da Casa Branca afirmou que colocar as forças de dissuasão em alerta de combate é “mais um passo de escalada e totalmente desnecessário”.

    “A cada passo deste conflito, Putin fabricou ameaças para justificar ações mais agressivas – ele nunca foi ameaçado pela Ucrânia ou pela Otan, que é uma aliança defensiva que não lutará na Ucrânia”, disse o funcionário.

    Já o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenbergda, avaliou a decisão como uma “retórica perigosa”.

    “Esta é uma retórica perigosa. Este é um comportamento que é irresponsável. E, claro, quando você combina essa retórica com o que eles estão fazendo na Ucrânia – travando uma guerra contra uma nação independente e soberana, conduzindo uma invasão completa da Ucrânia – isso aumenta a gravidade da situação”, disse Stoltenberg no programa “Estado da União” da CNN.

    “Esta é a razão pela qual ambos damos apoio à Ucrânia, mas também porque nas últimas semanas e meses aumentámos significativamente a presença da Otan na parte oriental da Aliança, os EUA, mas também os aliados europeus, estão agora a intensificar-se com mais tropas, mais navios, mais aviões, e porque também temos de perceber que estamos agora confrontados com uma nova normal para a nossa segurança”, acrescentou Stoltenbergda.

    *Com informações de Arlette Saenz e Allegra Goodwin da CNN

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