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    Putin terá que escolher entre a economia e o poder militar, diz professor

    Projeção do Banco Central da Rússia é que PIB do país deva cair entre 7% e 9% neste ano por conta da guerra e de sanções

    Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, em entrevista à CNN
    Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM, em entrevista à CNN Reprodução/CNN Brasil (21.fev.2022)

    Da CNN*

    em São Paulo

    Os impactos econômicos para a Rússia, tanto da guerra contra a Ucrânia quanto das sanções internacionais que vieram junto, são uma importante fonte de pressão sobre o presidente Vladimir Putin e as decisões que devará tomar em relação ao futuro do conflito.

    A análise é de Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM, que falou neste sábado em entrevista à CNN.

    “No momento em que o PIB russo, segundo o próprio banco central russo, deve ter uma queda de 7% a 9% neste ano, e em que a desvalorização do rublo já ultrapassa 20% (…), é evidente que o presidente Putin terá que fazer escolhas entre preservar a economia russa e manter de alguma forma o seu poderia militar”, disse Trevisan.

    O professor comentava o discurso feito pouco antes pelo presidente norte-americano, Joe Biden, em Varsóvia, na Polônia, em que fez duras críticas ao “ditador” Putin, defendeu a proteção aos princípios da Otan (Organização do Atlântico Norte) e reforçou a aposta nas sanções econômicas contra a Rússia.

    “[A pressão econômica] será uma pressão muito sensível [sobre Putin] quanto mais perdurar a Guerra na Ucrânia”, disse Trevisan.

    “É com essa pressão que Biden conta, para que seu dinheiro seja mais forte do que o canhão, como Biden sabe perfeitamente pela experiência toda que tem”, acrescentou, lembrando dos 30 anos que o atual presidente atuou no Senado norte-americano, em boa parte deles como presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa.

    *Texto publicado por Juliana Elias