Biden diz que Putin “não pode continuar no poder”; Kremlin reage: “não cabe a Biden decidir”

Casa Branca se manifestou dizendo que presidente não pediu mudança de regime e Kremlin rejeitou falas de norte-americano

Marcelo Tuvucada CNN

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O presidente norte-americano, Joe Biden, fez um pronunciamento na noite deste sábado (horário local) em Varsóvia, na Polônia, onde chamou Vladimir Putin de “ditador” e atacou o presidente russo pela operação do Kremlin que levou à Guerra na Ucrânia. Ao mesmo tempo, Biden direcionou palavras especialmente aos cidadãos russos, afirmando que a população não é considerada inimiga do Ocidente.

O discurso, que aconteceu diante do Castelo Real de Varsóvia, durou cerca de 25 minutos. Biden fez diversas referências históricas, citando a Segunda Guerra Mundial, os movimentos democráticos na Polônia e em outros países do antigo bloco socialista que desafiaram a União Soviética e lembrou do papa João Paulo 2º, polonês de nascimento, no começo e no final de sua fala.

Em um determinado momento, depois de fazer diversas críticas às ações do Kremlin – e ressaltou a eficácia das sanções econômicas contra a Rússia –, Biden direcionou a fala aos cidadãos do país.

“Tenho uma mensagem para o povo russo. Trabalhei com os russos e negociei com líderes russos por muito tempo, sempre falei de forma direta e honesta com vocês. Vocês, russos, não são nossos inimigos. Nós sabemos que vocês não querem matar crianças e avós inocentes, atingir escolas, hospitais, locais que foram atingidos por mísseis russos. Nós sabemos que vocês não querem que cidades fiquem cercadas, matando pessoas de fome”, declarou Biden, que chegou a dizer que Putin não deveria continuar no governo russo.

“Um ditador tentando reconstruir um império nunca derrubará um povo em busca de liberdade. A brutalidade nunca acabará com o mundo dos livres. A Ucrânia nunca será uma vitória da Rússia. O povo livre superará esse momento sombrio, e esse homem não pode continuar no poder”, concluiu o presidente norte-americano.

Após sua fala, uma autoridade da Casa Branca informou que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, não pediu uma mudança de regime na Rússia. Na sequência, o  porta-voz-chefe do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou a declaração do presidente dos Estados Unidos. “Não cabe a Biden decidir. O presidente da Rússia é eleito pelos russos.”

História russa

Em seguida, o presidente norte-americano lembrou de situações críticas para a União Soviética no combate contra os alemães na Segunda Guerra Mundial e comparou à Guerra na Ucrânia. “O povo russo ainda se lembra do cerco de Leningrado, vendo estações de trem cheio de famílias apavoradas, perdendo suas casas. São memórias que não deveriam acontece novamente, mas é exatamente o que o Exército da Rússia está fazendo agora na Ucrânia”, disse.

Em outro momento, Biden falou sobre a presença de soldados americanos na Polônia e voltou a falar em tom de amaça contra Putin em caso de um membro da Otan (Organização do Atlântico Norte), como os poloneses, seja atacado pelos russos.

“As forças americanas estão na Europa, não para lutar contra os russos, e sim para defender aliados da Otan. Não pensem sequer em mexer em qualquer centímetro de território da Otan. Temos obrigação sagrada com o Artigo 5º e defender qualquer centímetro do território da Otan.”

Antes, o presidente citou as sanções econômicas e afirmou que o rublo foi “reduzido a quase nada”. “Agora, 200 rublos são equivalentes a US$ 1. A economia russa pode cair pela metade nos próximos anos. A Rússia era a 11ª economia no mundo antes da invasão, e em breve não estará entre as 20 maiores. Somando as sanções econômicas e as ações tomadas contra as autoridades minam a habilidade dos russos de sustentar sua força militar”, disse.

No final de sua fala, Biden citou uma frase de João Paulo 2º – “nunca desista da esperança, não tenha medo” – e voltou a atacar Vladimir Putin.

Antes, o presidente citou as sanções econômicas e afirmou que o rublo foi “reduzido a quase nada”. “Agora, 200 rublos são equivalentes a US$ 1. A economia russa pode cair pela metade nos próximos anos. A Rússia era a 11ª economia no mundo antes da invasão, e em breve não estará entre as 20 maiores. Somando as sanções econômicas e as ações tomadas contra as autoridades minam a habilidade dos russos de sustentar sua força militar”, disse.

No final de sua fala, Biden citou uma frase de João Paulo 2º – “nunca desista da esperança, não tenha medo” – e voltou a atacar Vladimir Putin.

“Um ditador tentando reconstruir um império nunca derrubará um povo em busca de liberdade. A brutalidade nunca acabará com o mundo dos livres. A Ucrânia nunca será uma vitória da Rússia. O povo livre superará esse momento sombrio, e esse homem não pode continuar no poder”, concluiu o presidente norte-americano.

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