Quase 20 anos depois, legistas identificam mais duas vítimas do 11 de Setembro

Centro legista afirma que os restos mortais de mais de 1.100 vítimas — cerca de 40% das que morreram lá — ainda não foram identificados

Nykiah Morgan segura uma foto de sua mãe, Dorothy Morgan, uma das vítimas identificadas
Nykiah Morgan segura uma foto de sua mãe, Dorothy Morgan, uma das vítimas identificadas Anna Watts/The New York Times/Re

Jason HannaArtemis Moshtaghianda CNN

Em Nova York

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Poucos dias antes de completar 20 anos dos ataques terroristas de 11 de Setembro nos Estados Unidos, as autoridades de Nova York afirmaram que mais duas vítimas foram identificadas.

A informação foi confirmada na última terça-feira (7) pela legista-chefe da cidade, Dra. Barbara A. Sampson.

Dorothy Morgan, de Hempstead, do estado de Nova York, e um homem que não teve nome divulgado a pedido de sua família foram a 1.646ª e 1.647ª vítimas reconhecidas dos ataques ao World Trade Center, em Nova York, em 2001.

As vítimas foram identificados através de análise de DNA de restos mortais que não foram detectados anteriormente. Os materiais genéticos foram recuperados do local do World Trade Center.

 

Segundo o centro legista, os restos mortais de mais de 1.100 vítimas — cerca de 40% das que morreram lá — ainda não foram identificados. Estas foram as primeiras identificações de vítimas do World Trade Center desde outubro de 2019.

No total, o ataque matou 2.753 pessoas e mais de 220 outros foram mortos em Washington, DC, e fora de Shanksville, na Pensilvânia.

“Vinte anos atrás, fizemos uma promessa às famílias das vítimas do World Trade Center de fazer o que fosse necessário pelo tempo que fosse necessário para identificar seus entes queridos e, com essas duas novas identificações, continuamos a cumprir essa obrigação sagrada”, afirmou a legista-chefe da cidade Dra. Barbara A. Sampson.

O uso recente da tecnologia de sequenciamento de próxima geração — mais sensível do que as técnicas anteriores — ajudou nas identificações e “promete resultar em mais”, disseram as autoridades em um comunicado à imprensa.

Vítima trabalhava em uma das torres

Dorothy Morgan, 47, trabalhava para uma seguradora em uma das torres, segundo a afiliada da CNN Internacional WABC .

Sua filha, Nykiah Morgan, falou com a mãe ao telefone pela última vez naquela manhã. Porém, cerca de 10 minutos depois, Nykiah Morgan só encontrou o celular da mãe ocupado quando ela tentou ligar de volta, disse ela à WABC.

“Ela foi incrível, atenciosa, generosa, amorosa”, disse Nykiah Morgan à WABC.

Nykiah realizou um culto de celebração para sua mãe meses após os ataques e sabia que ela havia partido, mas não chamou isso de funeral porque ela não tinha a confirmação final, disse ela ao WABC.

“Não esperava isso depois de todo esse tempo”, disse ela à WABC sobre a identificação.

Material genético de 2001, 2002 e 2006

A identidade de Dorothy Morgan foi confirmada por testes de DNA de restos mortais recuperados em 2001. Já a identificação do homem foi confirmada através de materiais genéticos recuperados em 2001, 2002 e 2006, disse o centro de legista.

“Continuamos a usar a ciência para fazer mais identificações”, disse Mark Desire, diretor assistente do departamento de biologia forense do centro legista. “O compromisso hoje é tão forte quanto era em 2001.”

A CNN Brasil terá uma programação especial no sábado, 11/09, ao vivo, a partir das 8h. Em transmissão simultânea com a CNN Americana e com correspondentes espalhados pelos Estados Unidos, serão exibidas todas as homenagens às vítimas do atentado que completa 20 anos.

Comandada pelo time de âncoras da CNN, a cobertura especial trará também convidados que irão analisar o contexto histórico, os desdobramentos e histórias de quem acompanhou o horror de perto.

Antes, na sexta-feira, dia 10/09 às 22h30, o CNN Nosso Mundo recebe Leandro Karnal que traz um panorama do quanto esse fato mudou, não só os Estados Unidos, mas o mundo.

(Esse texto foi traduzido, para ler o original acesse esse link)

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