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    Questionado sobre uso de forças russas, Putin diz que “cumprirá obrigações se necessário”

    Congresso da Rússia aprovou uso de tropas no exterior

    Conflitos no Leste Europeu podem impactar preços no Brasil
    Conflitos no Leste Europeu podem impactar preços no Brasil 21/02/2022 Sputnik/Alexey Nikolsky/Kremlin via REUTERS

    Tiago Tortellada CNN

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    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a falar sobre a crise na Ucrânia. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (22), Putin afirmou que os acordos de Minsk não existem mais e que vão fornecer às regiões separatistas “ajuda apropriada”, inclusive com assistência militar, se necessário.

    Quando perguntado sobre o uso de tropas em Donbas (região no Leste da Ucrânia onde estão os separatistas pró-Rússia), Putin afirmou que pretendem “cumprir com nossos compromissos e obrigações”. Ainda assim, o presidente disse que as forças não devem ir imediatamente para o local e que uma ação pode “depender da situação”.

    Junto a isso, a Câmara Alta do Parlamento russo autorizou o uso de forças armadas russas no exterior, um pedido que o próprio presidente havia feito mais cedo.

    Durante a coletiva, Putin desencorajou a Ucrânia a se juntar à Otan e, mais uma vez, acusou o país do Leste Europeu de planejar adquirir armas nucleares, o que classificou como uma ameaça. Ele, então, disse que deve haver uma desmilitarização da Ucrânia.

    Quanto aos acordos de paz de Minsk, o presidente disse que eles foram “mortos” pelas autoridades ucranianas e que não há “nada para cumprir”.


    Isso acontece um dia após o reconhecimento da independência de duas regiões separatistas da Ucrânia, as autoproclamadas Repúblicas de Donetsk e Luhansk (veja o mapa abaixo). Mais tarde no mesmo dia, Putin disse que seriam enviadas tropas para as regiões.

    Na coletiva desta terça, o presidente russo afirmou que foram reconhecidas as “áreas expandidas” das regiões separatistas.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia está aumentando a pressão sobre seu ex-vizinho soviético, ameaçando desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

    A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. A mobilização provocou alertas de oficiais de inteligência dos EUA de que uma invasão russa pode ser iminente.

    Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não chegaram a uma conclusão. Foi reconhecida pelo presidente russo Vladimir Putin, na segunda-feira (21), a independência de Donetsk e Luhansk, duas áreas separatistas ucranianas.

    Mapa da Ucrânia
    Mapa da Ucrânia com destaque para as regiões de Donetsk e Luhansk / Foto: Reprodução/CNN Brasil

    A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

    (Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN)

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