Refugiados ucranianos chegam em situação crítica, diz diretor de ONG na Polônia

Mais de 4,5 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia desde o início da guerra, segundo a agência das Nações Unidas para refugiados (Acnur)

Layane SerranoLucas Rochada CNN

em São Paulo

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Mais de 4,5 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia desde o início da guerra, em 24 de fevereiro, segundo a agência das Nações Unidas para refugiados (Acnur). Profissionais de saúde de Israel mobilizaram uma clínica na Polônia para o atendimento dessa população. Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (11), o diretor da Hadassah International, Jorge Diener, explicou como funciona o apoio aos refugiados.

Segundo Diener, a maior parte da população atendida na clínica é de mulheres e crianças. “Agora, estamos recebendo gente em situação mais difícil, que chega em situação mais ruim, com mais problemas e mais doentes, que passou por muita tragédia. Gente que saiu sem remédios, que não tem drogas para atender os problemas para salvar a vida”, diz.

A equipe também realiza cuidados de problemas de saúde físicos decorrentes dos impactos de bombardeios, como cortes e queimaduras, e decorrentes das condições precárias no momento da fuga. O especialista destaca que o acolhimento também se faz essencial para minimizar os impactos para a saúde mental dos refugiados.

“O perfil é de gente que chega à fronteira com a vida destroçada. […] Todo esse trabalho que estamos fazendo tem esse aspecto emocional muito importante. O abraço que o médico, que a enfermeira dá a cada um dos doentes que chegam à clínica é tão importante quanto as drogas, como o tratamento e a terapia que eles dão”, destaca.

Além do atendimento presencial, a equipe presta consultas por telefone, com médicos de diferentes especialidades, diretamente de Israel. O trabalho permite a continuidade do acompanhamento de doenças prévias, como pessoas com câncer ou doenças cardíacas.

“Em um dia normal, ligam três a quatro vezes especialistas em câncer e especialistas para problemas de coração, que têm de Israel uma atenção direta para os refugiados que estão chegando todos os dias aqui na fronteira”, afirma.

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