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    Reino Unido prevê abordagem mais brutal de Putin sobre Ucrânia

    "Ele não consegue o que quer, ele cerca as cidades, ele as bombardeia impiedosamente à noite", afirmou o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace

    Presidente russo, Vladimir Putin, fala durante reunião com empresários no Kremlin
    Presidente russo, Vladimir Putin, fala durante reunião com empresários no Kremlin 24/02/2022Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via REUTERS

    Reuters

    Londres

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    A invasão da Ucrânia pelo presidente russo, Vladimir Putin, ficará mais brutal, disse o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, nesta quarta-feira (2). “Qualquer um que pense logicamente não faria o que ele [Putin] está fazendo, então vamos ver… sua brutalidade aumentar”, disse o representante do governo britânico à rádio LBC.

    “Ele não consegue o que quer, ele cerca as cidades, ele as bombardeia impiedosamente à noite… e ele eventualmente tentará quebrá-las e ocupar essas cidades”, afirmou Wallace.

    Nesta quarta, o Kremlin disse que as autoridades russas estão prontas para realizar uma segunda rodada de negociações com a Ucrânia, mas não está claro se as autoridades ucranianas aparecerão. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que havia informações contraditórias sobre as negociações.

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na terça-feira (1º) que a Rússia devia parar o bombardeio de cidades ucranianas antes que as negociações pudessem ocorrer.

    “Primeiro podemos tentar prever se os negociadores ucranianos aparecerão ou não. Vamos torcer para que isso aconteça. Nossos [negociadores] estarão lá e prontos”, disse Peskov a repórteres.

    Peskov também disse que Moscou precisa formular uma resposta dura, ponderada e clara contra as medidas impostas aos países ocidentais para minar a economia russa.

    O porta-voz russo disse que a economia da Rússia está passando por um sério golpe, mas que é sólida e que o país tem experiência em superar crises.

    O primeiro encontro, na segunda-feira (28), foi encerrado sem acordo sobre um possível cessar-fogo para a guerra, que já persiste há sete dias. O assessor presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, informou a repórteres após a primeira reunião que os representantes retornariam às suas respectivas capitais antes de uma segunda rodada de negociações.

    “As delegações ucranianas e russas realizaram a primeira rodada de negociações. Seu objetivo principal era discutir o cessar-fogo e o fim das ações de combate no território da Ucrânia”, disse Podolyak.

    “As partes determinaram os tópicos onde certas decisões foram mapeadas. Para que essas decisões sejam implementadas como um roteiro, as partes estão retornando para consultas às suas capitais”, acrescentou.

    “As partes discutiram a realização de mais uma rodada de negociações onde essas decisões podem ser desenvolvidas”, concluiu o assessor.

    Ataques em Kiev

    ataque a uma torre de televisão em Kiev, capital da Ucrânia, nesta terça-feira (1º) provocou pelo menos cinco mortes. Fotos e vídeos do ataque à estrutura ucraniana postados em redes sociais foram geolocalizados e verificados pela CNN. A informação das mortes no local foi atribuído ao Serviço de Emergência do país.

    Os militares russos disseram que realizariam ataques contra instalações em Kiev, alertando os civis que vivem perto das áreas a saírem. Os alvos seriam a Agência de Segurança de Estado e o 72º Centro Principal para Informações e Operações Psicológicas em Kiev.

    Em uma entrevista exclusiva à CNN internacional e à Reuters, o presidente ucraniano pediu ao presidente norte-americano Joe Biden que dê uma mensagem forte e “útil” sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia em seu discurso sobre o Estado da União hoje. Zelensky concedeu a entrevista de um bunker em Kiev de onde ele está liderando a resposta de seus militares.

    “É muito sério […] não estou em um filme”, disse Zelensky à CNN. “Não sou um ícone, acho que a Ucrânia é um ícone […] A Ucrânia é o coração da Europa, e agora acho que a Europa vê a Ucrânia como algo especial para este mundo. É por isso que o mundo não pode perder esse algo especial”.

     

     

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