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    Reino Unido procura trabalhadores para preencher mais de um milhão de vagas de emprego

    Faltam candidatos em vários setores e o governo vai anunciar medidas para tentar estimular o mercado

    Londres, Reino Unido
    Londres, Reino Unido Heidi Fin/Unsplash

    Américo Martinsda CNN

    Em Londres

    O Reino Unido, um dos países mais ricos do mundo, tem quase 1.2 milhão de vagas de trabalho abertas e sem candidatos para preenchê-las.

    Os dados oficiais são do Office for National Statistics (Departamento Nacional de Estatísticas, uma espécie de IBGE britânico).

    O problema está preocupando seriamente o governo, já que a falta de trabalhadores diminui a produtividade das empresas e o crescimento da economia.

    A falta de trabalhadores é sentida em vários setores, e não apenas naqueles onde a mão de obra é menos qualificada.

    Faltam, por exemplo, médicos, enfermeiros, professores, especialistas em TI e trabalhadores para os setores de logística, hotéis, bares e restaurantes.

    Muitas empresas estão recorrendo à imigração, trazendo funcionários qualificados de várias partes do mundo.

    Apesar do Brexit, o processo que levou o país a deixar a União Europeia e a fechar seu mercado de trabalho para os europeus, o Reino Unido registrou o recorde histórico de entrada de imigrantes em 2022.

    Segundo o Office For National Statistics, cerca de 504 mil pessoas se mudaram de maneira definitiva para a ilha no ano passado.

    Mais da metade desse número veio com vistos de trabalho permanente ou temporário conseguidos pelas empresas que os contrataram.

    Para conseguir o direito de trabalhar no Reino Unido, os candidatos devem ter uma oferta de emprego oficial com um salário de pelo menos 25.600 libras por ano (cerca de R$ 162 mil).

    A crise é tão grande que o governo vai anunciar nesta quarta-feira (14) uma série de medidas para tentar atrair mais britânicos para o mercado de trabalho.

    Essas medidas fazem parte do anúncio do orçamento geral do Reino Unido para o ano fiscal que começa em abril.

    O ministro da Economia, Jeremy Hunt, vai anunciar, por exemplo, incentivos para que aposentados voltem ao mercado de trabalho e também vai liberar estudantes para trabalharem de forma legal por 40 horas por semana, mais do que as atuais 20 horas autorizadas.