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    Rival de Erdogan acusa Rússia de interferir nas eleições presidenciais da Turquia

    Kemal Kilicdaroglu lidera pesquisas eleitorais com ligeira vantagem sobre o atual presidente turco; Kremlin nega acusações

    Kemal Kilicdaroglu, líder do Partido Republicano do Povo (CHP) e candidato presidencial conjunto da Nation Alliance, faz comentários durante um comício eleitoral em Samsun, Turquia, em 12 de maio de 2023.
    Kemal Kilicdaroglu, líder do Partido Republicano do Povo (CHP) e candidato presidencial conjunto da Nation Alliance, faz comentários durante um comício eleitoral em Samsun, Turquia, em 12 de maio de 2023. Anaodlu Agency/Getty Images

    Mostafa SalemAnna ChernovaIsil Sariyuceda CNN

    O principal candidato da oposição da Turquia, Kemal Kilicdaroglu, acusou a Rússia de interferir na campanha eleitoral presidencial em curso no país.

    “Queridos amigos russos, vocês estão por trás das montagens, conspirações, conteúdos deep fake e fitas que foram expostas neste país ontem”, disse Kilicdaroglu nas redes sociais.

    “Se você deseja a continuação de nossa amizade depois de 15 de maio, tire as mãos do Estado turco”, disse Kilicdaroglu. Os eleitores vão às urnas no domingo (14) nas eleições presidenciais e parlamentares da Turquia.

    Kilicdaroglu, que é o chefe do Partido Republicano do Povo (CHP) e principal rival do atual presidente, Recep Tayyip Erdogan, dirigiu-se à Rússia dizendo que “ainda somos a favor da cooperação e da amizade”.

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou a acusação em um briefing nesta sexta-feira (12), chamando aqueles que espalharam tais rumores de “mentirosos”.

    “A Rússia não interfere nos assuntos internos e processos eleitorais de outros países”, disse Peskov.

    As pesquisas sugerem uma disputa acirrada entre Erdogan e Kilicdaroglu, mas dão a Kilicdaroglu uma ligeira vantagem.

    Se nenhum candidato obtiver a maioria no primeiro turno das eleições em 14 de maio, o país realizará um segundo turno em 28 de maio.

    A Turquia, membro da Otan que possui o segundo maior exército da aliança, fortaleceu seus laços com a Rússia e em 2019 até comprou armas dela, desafiando os Estados Unidos.

    Enquanto muitos membros da Otan e outras nações ocidentais tentaram reduzir sua dependência da energia russa depois que Moscou lançou sua invasão em grande escala da Ucrânia no ano passado, a Turquia ampliou sua dependência da Rússia.

    O fortalecimento dos laços entre Erdogan e Putin causou nervosismo no Ocidente, com alguns assistindo às próximas eleições com expectativa de uma possível saída de Erdogan.

    “Atribuímos grande valor às nossas relações bilaterais com o lado turco, porque até agora a República da Turquia assumiu uma posição soberana muito responsável e bem pensada em toda uma gama de problemas regionais e globais que enfrentamos. E esta posição é muito atraente para nós”, disse Peskov.

    Quando o embaixador dos EUA em Ancara, Jeff Flake, fez uma visita em março a Kilicdaroglu, Erdogan o atacou, chamando a visita do diplomata dos EUA de “uma vergonha” e alertando que a Turquia precisa “ensinar uma lição aos EUA nesta eleição”.

    Na quinta-feira (11), um dos quatro principais candidatos presidenciais desistiu em um movimento surpresa, citando “uma campanha de calúnia”.

    Muharrem Ince, o candidato que se retirou, enfrentou semanas de acusações escabrosas nas redes sociais na Turquia.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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