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    Rússia diz que abateu quatro mísseis fabricados nos EUA sobre a Crimeia

    Armas seriam de longo alcance, enviado para a Ucrânia nas últimas semanas

    Veículos militares deixam a cidade de Armyansk, no norte da Crimeia,
    Veículos militares deixam a cidade de Armyansk, no norte da Crimeia, Sergei Malgavko/TASS via Getty Images

    Vladimir Soldatkinda Reuters

    O Ministério da Defesa da Rússia afirmou neste sábado (4) que sua defesa aérea derrubou quatro mísseis de longo alcance produzidos nos Estados Unidos sobre a península da Crimeia.

    Esse armamento seria conhecido como Sistemas de Mísseis Táticos do Exército (ATACMS, na sigla em inglês), que Washington enviou para a Ucrânia nas últimas semanas.

    A pasta disse mais tarde que aeronaves e sistemas de defesa aérea russos derrubaram um total de 15 ATACMS na semana passada.

    Na terça-feira (30), autoridades da Rússia pontuaram que a Ucrânia atacou a Crimeia com o ATACMS, em uma tentativa de passar pelas defesas aéreas na península, mas que seis dispositivos foram abatidos.

    Uma autoridade americana ressaltou no mês passado que os Estados Unidos enviaram secretamente mísseis de longo alcance para a Ucrânia nas últimas semanas.

    Os mísseis ATACMS, com alcance de até 300 km, foram usados pela primeira vez nas primeiras horas de 17 de abril, lançados contra um campo de aviação russo na Crimeia, a cerca de 165 km das linhas de frente ucranianas, destacou a fonte.

    O Pentágono inicialmente se opôs à implantação de mísseis de longo alcance na Ucrânia, preocupado que retirar o armamento do arsenal americano poderia prejudicar a prontidão militar dos EUA.

    Havia também preocupações de que a Ucrânia os utilizasse para atacar alvos no interior da Rússia, algo que poderia levar a uma escalada da guerra no sentido de um confronto direto entre a Rússia e os Estados Unidos.

    Além disso, neste sábado, o Ministério da Defesa russo disse que na última semana as suas forças destruíram um comboio militar que transportava equipamento e armas produzidos no Ocidente e fornecidos à Ucrânia pela Otan, a aliança militar do Ocidente.

    A escala dos danos, data exata e local não foram divulgados.

    A Reuters não pôde confirmar os relatos do campo de batalha de nenhum dos lados.

    Na quinta-feira (2), o ministro das Relações Exteriores britânico, David Cameron, prometeu 3 bilhões de libras (R$ 19 bilhões) de ajuda militar anual à Ucrânia “pelo tempo que for necessário”, acrescentando que Londres não tinha objeções ao uso das suas armas dentro da Rússia, gerando forte repreensão por parte de Moscou.