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    Rússia diz que declarações da Otan sobre a adesão da Ucrânia são “perigosas”

    Kremlin reiterou que impedir que Kiev se junte à Otan é um de seus principais objetivos

    Vista do Kremlin, em Moscou
    Vista do Kremlin, em Moscou Foto: Maxim Shemetov - 20.abr.2020 / Reuters

    Darya Tarasovada CNN

    O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um alerta nesta sexta-feira (21), chamando de “perigosas” as declarações da Otan sobre a entrada da Ucrânia na aliança.

    “A Otan estabelece o objetivo de derrotar a Rússia na Ucrânia e, para motivar Kiev, promete que, após o fim do conflito, o país pode ser aceito na aliança”, disse a porta-voz do ministério, Maria Zakharova.

    Isso ocorre depois que o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, visitou Kiev na quinta-feira (20) e disse que “o futuro da Ucrânia está na Otan”.

    Stoltenberg disse que discutiu uma “iniciativa de apoio plurianual” com o presidente Volodymyr Zelensky, acrescentando que ajudaria a Ucrânia a fazer a transição de equipamentos e doutrinas da era soviética para “padrões da Otan”, o que “garantiria total interoperabilidade com a aliança”.

    A visita e as declarações sobre a adesão da Ucrânia à Otan foram recebidas com resistência na Rússia. O Kremlin reiterou que impedir que Kiev se junte à Otan é um de seus principais objetivos.

    “Tais declarações são míopes e francamente perigosas. Isso pode levar ao colapso final do sistema de segurança europeu”, disse Zakharova.

    Stoltenberg também reafirmou durante uma reunião de aliados na Base Aérea de Ramstein, na Alemanha, que a Ucrânia se juntará à aliança militar. Ele disse a repórteres que todos os aliados da Otan concordaram que a Ucrânia deveria ser um membro, apesar de não ter dado uma data definitiva de quando isso aconteceria.