“Rússia é responsável por situação alimentar global tensa”, diz Scholz a Putin

Chanceler alemão teve conversa telefônica com presidente russo, nesta sexta-feira (13), para discutir a guerra na Ucrânia

O chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente russo, Vladimir Putin, durante encontro em Moscou
O chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente russo, Vladimir Putin, durante encontro em Moscou Kay Nietfeld/picture alliance via Getty Images

Nadine Schmidtda CNN

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O chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente russo Vladimir Putin discutiram a guerra em curso na Ucrânia nesta sexta-feira (13), após uma conversa no início desta semana com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, disse o porta-voz do governo alemão Steffen Hebestreit em um comunicado.

“O chanceler e o presidente russo também discutiram a situação alimentar global, que é particularmente tensa como resultado da guerra de agressão russa. O chanceler lembrou que a Rússia tem uma responsabilidade especial nisso”, segundo o comunicado do governo alemão.

“Dada a gravidade da situação militar e as consequências da guerra na Ucrânia, particularmente em Mariupol, o chanceler pediu ao presidente russo um cessar-fogo o mais rápido possível”, disse o comunicado.

Scholz também discutiu “uma melhora na situação humanitária e progresso na busca de uma solução diplomática para o conflito”.

União Europeia fornecerá mais € 500 milhões em ajuda militar à Ucrânia

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, disse nesta sexta-feira (13) que o bloco fornecerá mais 500 milhões de euros em apoio militar à Ucrânia e que está confiante de que um acordo pode ser alcançado nos próximos dias para um embargo ao petróleo russo.

Falando a repórteres antes da reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 na Alemanha, Borrell disse que o apoio militar seria para armas pesadas, como tanques e artilharia, e levaria a ajuda do bloco a cerca de 2 bilhões de euros.

“Um novo impulso para o apoio militar. (Será) mais pressão sobre a Rússia com sanções econômicas e continuidade do isolamento internacional do país e combate à desinformação”, disse ele.

Borrell disse que também está otimista de que um embargo da UE ao petróleo russo também possa ser acordado nos próximos dias. “Tenho certeza de que teremos um acordo. Precisamos dele e teremos. Temos que nos livrar da dependência do petróleo da Rússia”, disse o diplomata.

“Se não houver acordo entre os embaixadores, na próxima segunda-feira (16) os ministros, quando se reunirem, terão que fornecer o impulso político”, afirmou.

 

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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