Saiba como será protocolo de encontro entre Lula e Trump

Encontro na Casa Branca será mais discreto do que a visita de Estado recebida pelo rei Charles III na semana anterior

Da CNN Brasil
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O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump, previsto para ocorrer na Casa Branca nesta quinta-feira (7), seguirá um protocolo determinado pelo governo americano. A visita será classificada como visita de trabalho, modalidade bem diferente da visita de Estado feita pelo rei Charles III na semana anterior.

Segundo Diego Pavão, editor de Internacional da CNN, o que se verá no encontro entre os dois líderes será algo substancialmente distinto em termos visuais e protocolares da mais recente recepção na Casa Branca feita pelo rei.

Visita de trabalho: encontro pragmático e discreto

As visitas de trabalho na Casa Branca ocorrem com frequência, podendo acontecer mais de uma vez por mês. São encontros objetivos, com foco nas questões bilaterais entre os países, como acordos de tarifas comerciais, segurança e geopolítica. "São visitas pouco complexas, não precisam de muita organização, pouco planejamento, podem ser planejadas ali em poucos dias", explicou Pavão.

No caso do encontro com Lula, a chegada à Casa Branca deve acontecer de forma discreta, pela entrada da ala oeste — onde fica o Salão Oval. A recepção deve se limitar a um cumprimento rápido entre os dois líderes, sem qualquer cerimônia formal.

Embora visitas de trabalho possam incluir um almoço a portas fechadas, as indicações são de que isso não deve ocorrer neste caso. Além disso, esse tipo de visita não prevê agenda para os cônjuges dos líderes.

Visita de Estado: a maior honraria diplomática

Em contraste, a visita de Estado — como a recebida pelo rei Charles III — é descrita como "a maior honraria que um país pode estender a outro em termos de relações bilaterais". Esse formato inclui cerimônia de chegada com execução dos hinos nacionais, inspeção da guarda de honra no Jardim Sul da Casa Branca, salva de tiros de canhão e jantar de gala com banquete de Estado.

Pavão explicou que, durante a Guerra Fria, as visitas de Estado nos Estados Unidos eram muito frequentes, pois serviam como instrumento diplomático para cortejar países ainda não alinhados a nenhum dos blocos.

Com o tempo, esse tipo de visita foi se tornando mais raro, em parte devido ao aumento do custo de vida e à percepção de que grandes banquetes seriam inadequados diante de uma população com dificuldades financeiras.

Atualmente, as visitas de Estado ocorrem apenas uma ou duas vezes por mandato. Diferentemente das visitas de trabalho, elas incluem agenda paralela para os cônjuges dos líderes — como ocorreu na semana passada com a rainha Camilla e Melania Trump.

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