Scholz e Macron exigem cessar-fogo em telefonema a Putin; russo explica negociações

Segundo o governo russo, Putin acusou a Ucrânia durante o telefonema de cometer abusos de direitos humanos

Kremlin não deu detalhes sobre os comentários de Putin sobre o estado das negociações com a Ucrânia
Kremlin não deu detalhes sobre os comentários de Putin sobre o estado das negociações com a Ucrânia Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters

Madeline Chambersda Reuters

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O chanceler alemão Olaf Scholz e o presidente francês Emmanuel Macron pediram um cessar-fogo imediato no conflito ucraniano durante um telefonema de 75 minutos com o presidente russo Vladimir Putin neste sábado (12), informou um porta-voz do governo alemão.

“A conversa faz parte dos esforços internacionais em curso para acabar com a guerra na Ucrânia“, disse o porta-voz em um comunicado, acrescentando que os participantes concordaram em não dizer mais nada sobre o conteúdo do telefonema.

Scholz já havia falado com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre a situação, acrescentou o porta-voz.

Segundo o governo russo, Putin conversou com o presidente francês e ao chanceler alemão sobre o estado das negociações entre Moscou e Kiev e respondeu às suas preocupações sobre a situação humanitária na Ucrânia durante o telefonema.

O Kremlin não deu detalhes sobre os comentários de Putin sobre o estado das negociações, 17 dias depois da guerra que começou quando as forças russas invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro.

Na sexta-feira (11), o presidente russo disse que houve “certas mudanças positivas” nas negociações, que estão ocorrendo em Belarus, mas não deu detalhes.

O comunicado do Kremlin disse que Macron e Scholz levantaram questões sobre a situação humanitária decorrente do que a Rússia chama de “operação militar especial” na Ucrânia, e Putin respondeu com alegações de abusos de direitos humanos por forças ucranianas. Não houve citação a provas em apoio dessas alegações.

Os três líderes concordaram em manter contato, disse o Kremlin.

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