Segundo partido ultraortodoxo deixa governo Netanyahu
Porta-voz do Shas afirmou que o grupo não deve abandonar a coalizão parlamentar, mantendo o premiê com uma maioria muito pequena.

O partido ultraortodoxo Shas deixou o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, nesta quarta-feira (16), mas deixou a porta aberta para retornar se uma disputa sobre alistamento militar for resolvida.
Na segunda-feira (14), o partido Judaísmo da Torá Unida (UTJ, na sigla em inglês) também anunciou sua saída pelo mesmo motivo. O comando do partido afirmou que estava abandonando o gabinete para protestar contra o fracasso dos parlamentares em garantir a isenção futura do serviço militar para estudantes religiosos.
"Os representantes do Shas lamentam com pesar que não podem permanecer no governo e fazer parte dele", disse o grupo em um comunicado.
O projeto de recrutamento limitar obrigatório dividiu a coalizão de Netanyahu. Alguns partidos pedem que não haja isenções. Por outro lado, especialmente os ortodoxos acreditam que o serviço militar obrigatório ameaça a dedicação e tempo integral dos jovens aos estudos.
Entretanto, ao contrário do Judaísmo da Torá Unida, um porta-voz do Shas afirmou que o partido não está abandonando a coalizão parlamentar, mantendo Netanyahu com uma maioria muito pequena.
A medida significa que Netanyahu não enfrentará eleições antecipadas, diminuindo a pressão para um cessar-fogo em Gaza.
O Parlamento de Israel inicia um recesso de verão de três meses em 27 de julho, dando ao premiê israelense tempo para tentar resolver o problema de longa data sobre se os estudantes ultraortodoxos.


