Segurança ao presidente dos EUA precisa ser renovada, diz especialista

Após atentado no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, doutora em Direito Internacional afirma que sistema de proteção tem falhado

Da CNN Brasil
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O atentado ocorrido durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, evento que contava com a presença de Donald Trump, levanta questionamentos sobre a eficácia do protocolo de segurança presidencial nos Estados Unidos.

Segundo a doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo, em entrevista à CNN Brasil, há uma necessidade urgente de renovação nos procedimentos de proteção ao presidente norte-americano.

Caneparo destacou que é contraditório um país com tamanha capacidade militar apresentar falhas na segurança interna de suas autoridades. "Uma segurança que faz uma captura quase perfeita da ação militar dentro da Venezuela para a captura de Maduro, um Estado que tem uma capacidade militar como os Estados Unidos demonstra ter dentro da região do Oriente Médio, conseguir falhar tantas vezes dentro do ambiente interno dos Estados Unidos, principalmente contra o governo Donald Trump", questionou a especialista.

A professora lembrou que não é a primeira vez que Trump sofre um atentado, tendo passado por situação semelhante durante seu primeiro mandato presidencial. Ela também mencionou o atentado contra Reagan em 1971, no mesmo hotel, destacando que aquele episódio provocou uma completa reformulação dos protocolos de segurança presidencial. "E agora a gente se questiona, será que vai se alterar? Será que, de fato, não tem que se repensar essa questão de segurança interna frente ao presidente dos Estados Unidos?", indagou.

 

Falhas na segurança levantam dúvidas

Um dos pontos mais preocupantes apontados pela especialista é como o atirador, que portava duas armas e facas, conseguiu passar pelo esquema de segurança e se aproximar do local onde estavam figuras importantes da administração Trump. "São perguntas que, de fato, vão precisar ser respondidas", afirmou Caneparo.

Apesar das críticas ao sistema de segurança, a especialista observou que Trump não está atacando, pelo menos neste primeiro momento, a segurança dos Estados Unidos. Pelo contrário, ele tem reforçado que "eles fizeram um excelente trabalho", destacando inclusive a proteção oferecida pelo colete à prova de balas usado por um dos agentes de segurança que foi atingido.

Caneparo acredita que a população norte-americana vai questionar como um país tão militarizado, que destina parte significativa de seu orçamento para o setor militar, pode falhar tanto em termos de segurança interna. "É uma pergunta que vem numa perspectiva quase que global, não apenas dentro dos Estados Unidos", concluíu a especialista.

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