Senado aprova liberação dos Arquivos de Epstein e envia projeto para Trump
Presidente americano havia dito que sancionará o texto; pressão interna nos Estados Unidos sobre o caso continua aumentando

O Senado dos Estados Unidos enviou oficialmente o projeto que obriga o Departamento de Justiça a liberar os arquivos do caso Jeffrey Epstein, magnata envolvido em abuso sexual, para a avaliação do presidente Donald Trump, que deve sancioná-lo.
Na terça-feira (18), o Senado já havia concordado por unanimidade aprovar o texto assim que o recebesse da Câmara, o que aconteceu nesta manhã.
O líder da maioria do Partido Republicano na Casa, John Thune, disse que ele seria então enviado a Trump.
A medida tramitou rapidamente pelas duas casas do Congresso, marcando uma mudança drástica em relação aos últimos meses, quando Trump e os líderes republicanos trabalharam arduamente para impedi-la.
Mas, ao passo que a pressão por transparência em torno do caso aumentava dentro do Partido Republicano, o presidente acabou pedindo que seu partido apoiasse a medida.
Além disso, o presidente afirmou que sancionará o projeto se ele fosse aprovado pelo Congresso.
O que são os “Arquivos de Epstein”
Durante as investigações e o processo sobre tráfico sexual contra Jeffrey Epstein e sua cúmplice e ex-namorada Ghislaine Maxwell, os procuradores federais reuniram milhões de documentos.
Os "Arquivos de Epstein" contêm mais de 300 gigabytes de dados, documentos, vídeos, fotografias e áudios armazenados no principal sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI, a agência federal de investigações dos EUA, o "Sentinel".
Por mais que milhares de documentos tenham sido divulgados, diversas figuras da mídia têm sugerido há anos que o governo dos Estados Unidos está escondendo segredos relacionados a Jeffrey Epstein.


