“Situação em Donbass é extremamente difícil”, diz o presidente Zelensky

Na terça-feira (24), completam-se três meses desde que as forças lideradas por Vladimir Putin iniciaram a invasão da Ucrânia

Escombros de prédio destruído na região de Donbass, no leste da Ucrânia
Escombros de prédio destruído na região de Donbass, no leste da Ucrânia SOPA Images/LightRocket via Gett

Mariya Knightda CNN

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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse em seu discurso noturno neste sábado (21) que “a situação em Donbass é extremamente difícil”, já que o exército russo vem intensificando os ataques a Slovyansk e Severodonetsk nos últimos dias.

“As Forças Armadas da Ucrânia estão dissuadindo esta ofensiva. Cada dia que nossos defensores se afastam desses planos ofensivos da Rússia, interrompendo-os, é uma contribuição concreta para a aproximação do dia principal. O dia desejado que todos ansiamos e lutando por: o Dia da Vitória”, disse Zelensky.

“Nenhum ataque russo; nem por mísseis na região de Rivne, nem por artilharia na região de Kharkiv ou Sumy, nem por todas as armas possíveis em Donbass, dará qualquer resultado à Rússia”, acrescentou Zelensky.

Na terça-feira (24), completam-se três meses desde que as forças lideradas por Vladimir Putin iniciaram a invasão da Ucrânia, chamada pelos russos de “operação militar especial”.

Desde então, a Ucrânia vem resistindo como pode aos bombardeios, contando especialmente com ajudas militares e financeiras enviadas pelo Ocidente. Neste sábado, inclusive, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sancionou um pacote no valor de US$ 40 bilhões em ajuda aos ucranianos.

A guerra também tem provocado um fortalecimento da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Nesta semana, a Finlândia e a Suécia entregaram oficialmente seus pedidos de adesão à aliança militar. Entretanto, aprovação de todos os 30 aliados pode levar até um ano, dizem diplomatas.

Desde o início da guerra, os países ocidentais também impuseram uma série de restrições à Rússia, com intuito de barrar as ações militares de Putin. A Rússia contra-atacou e também impôs sanções: uma delas é a exigência do presidente Vladimir Putin de que países “hostis” paguem pelo gás em rublos, em vez de euros ou dólares declarados em seus contratos.

Neste sábado, a Rússia cortou o fornecimento de gás natural à Filnândia, justamente porque o país nórdico havia se recusado a pagar o gás na moeda russa.

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