Sobe para 45 o número de mortos em ataque de Israel a Rafah

Forças de Defesa de Israel dizem que ataque matou dois líderes do Hamas

Lee Marzel, Jana Choukeir, da Reuters
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Pelo menos 45 palestinos, incluindo pelo menos 23 mulheres, crianças e idosos, foram mortos em um ataque israelense a um acampamento para desabrigados da cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, informou o Ministério da Saúde do enclave nesta segunda-feira (27).

O ministério elevou o número total de mortos confirmados pela ofensiva militar de Israel para pelo menos 36.050, com 81.026 feridos.

Promotora israelense investiga ataque

A principal promotora militar de Israel descreveu como "muito grave" o ataque aéreo a Rafah e disse ter instaurado uma investigação pós-ação pelas forças armadas.

"Os detalhes do incidente ainda estão sob investigação, que estamos comprometidos em conduzir em toda a extensão", disse o major-general Yifat Tomer Yerushalmi em uma conferência organizada pela Ordem dos Advogados de Israel.

“As Forças de Defesa de Israel lamentam qualquer dano aos não-combatentes durante a guerra”.

Ela também disse que Israel estava investigando as mortes de palestinos capturados durante a guerra de Gaza, bem como um campo de detenção militar onde um grupo de direitos humanos alegou abusos de presos.

Citando relatos de ex-presidiários e de um médico da base de Sde Teiman, o grupo Médicos pelos Direitos Humanos disse no mês passado que os detidos sofreram violência severa, causando fraturas, hemorragias internas e até morte.

Os palestinos também acusaram soldados israelenses de assassinatos ilegais durante a guerra em Gaza, que já dura quase oito meses.

“Até o momento, foram abertas 70 investigações sobre incidentes que levantaram suspeitas de crimes”, disse a promotora-chefe das Forças Armadas.

“Essas investigações também abordam as alegações levantadas sobre as condições de encarceramento no centro de detenção de Sde Teiman e as mortes de detidos sob custódia das FDI. Estamos tratando essas alegações muito a sério e tomando medidas para investigá-las”, afirmou Yerushalmi.