Sul-africanos esperam conclusões sobre a Ômicron para retomar turismo

Brasileira cientista de dados que mora na África do Sul disse que população recebeu com frustração anúncios de restrição de voos

Raphael CoracciniDuda Cambraiada CNN

Em São Paulo

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A população da África do Sul recebeu com “frustração” a informação de que haveria novas restrições de voos internacionais ao país para conter a disseminação da variante Ômicron. Pessoas que trabalham com turismo e estavam prontas para retomar as atividades foram as mais afetadas pelos anúncios, disse Fernanda Curti, brasileira cientista de dados que mora na África do Sul”.

“As pessoas estão esperançosas de que sejam divulgadas informações de que a variante não é tão perigosa e que tudo volte ao normal, e o turismo seja retomado”, disse Fernanda à CNN nesta terça-feira (30).

Ela afirma que, com a chegada da vacina e o controle da pandemia, a perspectiva era de reabertura para o turismo, um dos setores mais importantes da economia sul-africana. “Estávamos esperançosos, fazendo obras e nos preparando para os turistas que chegariam durante o verão”, afirmou.

Ela conta que, desde o anúncio do fechamento das fronteiras aéreas, o turismo local e a população sul-africana já sentem um novo baque. “Com a divulgação da nova variante e com os bloqueios, a população ficou frustrada”.

Sentimento de penalização

A cientista de dados disse que a população da África do Sul acredita estar ajudando o mundo a se preparar para um possível novo perigo e que as medidas de restrição de voos acabaram penalizando a os sul-africanos.

Ela afirma que, o fato de os pesquisadores apontarem que a variante não tinha surgido no país, e que cientistas da África do Sul estavam ajudando a mapear a nova variante, não foi recebido por outras nações como os sul-africanos esperavam.

“Quando houve a divulgação desse novo sequenciamento, a população estava vendo como positivo. ‘Fizemos um favor ao mundo para que se preparem e a África do Sul está sendo penalizada’”, disse Fernanda sobre o sentimento que percebeu na população.

“Depois disso, os sul-africanos passaram a ver bloqueio das fronteiras”.

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