Trump ameaça ação "dura" contra Irã e avalia envio de segundo porta-aviões
Países tentam retomar diplomacia, mas presidente dos Estados Unidos mantém em aberto possibilidade de um ataque

Os Estados Unidos terão que fazer "algo muito duro" se não alcançarem um acordo com o Irã, disse o presidente Donald Trump ao Canal 12, de Israel, em uma entrevista publicada nesta terça-feira (10).
"Ou chegamos a um acordo, ou teremos que fazer algo muito duro", afirmou Trump, segundo a publicação.
Além disso, o presidente considera enviar um segundo porta-aviões para o Oriente Médio, informaram a Axios e o Canal 12, em meio às crescentes tensões entre EUA e Irã devido ao programa nuclear iraniano e à recente repressão aos manifestantes.
Entenda a tensão entre Irã e Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar um ataque militar contra o Irã caso o país não negocie um novo acordo nuclear que "seja justo com todas as partes".
O líder americano disse que enviou uma "grande frota" para a região, incluindo o porta-aviões Abraham Lincoln e caças F-35.
Autoridades iranianas, por sua vez, refutaram a ideia de negociar sob ameaça dos Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que conversas só poderão ocorrer "em condições em que ameaças e demandas sejam deixadas de lado".
Araghchi também alertou que as Forças Armadas do Irã estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas iranianas.
A escalada da tensão entre o Irã e os EUA neste ano teve início com a repressão aos protestos antigovernamentais no início de janeiro no país do Oriente Médio. A população iraniana se revoltou com a inflação desenfreada, tomando as ruas em manifestações contra o regime.
Trump alertou repetidamente que "atacaria com força total" se as autoridades iranianas reprimissem violentamente as manifestações, afirmando que o país estava "pronto e armado".
Durante os protestos, um bloqueio de internet foi imposto no país e mais de 5 mil manifestantes foram mortos, segundo grupos de direitos humanos.
Ali Shamkhani, conselheiro do líder supremo do Irã, afirmou que qualquer ataque dos Estados Unidos seria considerado o "início de uma guerra".


