Trump aprova estratégia antiterrorista com foco em ameaças do continente

Diretor de contraterrorismo da Casa Branca afirmou que plano prevê incapacitação das operações de cartéis

Steve Holland, da Reuters
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova estratégia nacional de combate ao terrorismo que se concentra, em parte, na "neutralização" de ameaças do hemisfério e na incapacitação de operações de cartéis, afirmou nesta quarta-feira (6) um dos principais assessores da Casa Branca, Sebastian Gorka.

Gorka, diretor de contraterrorismo da Casa Branca, disse a jornalistas que Trump assinou o documento na terça-feira (5), "motivado pelo princípio de que os Estados Unidos são nossa pátria e devem ser protegidos".

Os EUA destruíram dezenas de embarcações como parte do que foi descrito como operação de combate ao narcotráfico, ligada a uma ação que incluiu a deposição de Nicolás Maduro, então ditador da Venezuela, neste ano.

"Nossa nova estratégia de contraterrorismo prioriza, em primeiro lugar, a neutralização de ameaças terroristas no hemisfério, incapacitando as operações de cartéis até que esses grupos sejam incapazes de trazer suas drogas, seus membros e suas vítimas para os Estados Unidos", disse Gorka.

O diretor pontuou ainda que, nos EUA, a estratégia também se concentrará na identificação e neutralização do que ele chamou de "grupos políticos violentos e seculares cuja ideologia é antiamericana, radicalmente transgênero ou anarquista, como o Antifa".

"Usaremos todas as ferramentas constitucionalmente disponíveis para mapeá-los em nosso território, identificar seus membros, mapear seus vínculos com organizações internacionais como a Antifa e usar as ferramentas de aplicação da lei para desmantelá-los operacionalmente antes que possam mutilar ou matar inocentes", explicou.

Gorka afirmou que autoridades antiterroristas dos EUA se reunirão com parceiros internacionais nesta sexta-feira (7) para discutir como os aliados podem intensificar os esforços para combater as ameaças terroristas, especialmente vindas do Irã e do Estreito de Ormuz.

Após o assassinato, em setembro, do ativista conservador Charlie Kirk, assessores da Casa Branca pediram um esforço coordenado contra grupos de esquerda não identificados, acusados ​​de promover a violência.

Gorka reforçou que a estratégia também se concentrará em grupos de direita que fomentam a violência.

Ele comentou ainda que a estratégia também se concentra em manter a pressão sobre o que chamou de movimento jihadista global, incluindo o "ataque e a destruição" de grupos como a Al-Qaeda.