Trump concordou com fluxo de trabalho sobre Groenlândia, diz Chefe da Otan
Mark Rutte disse que o objetivo da ação conjunta com os EUA é impedir que russos e chineses tenham acesso à região do Ártico

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse nesta segunda-feira (26) que ele e o presidente dos EUA, Donald Trump, concordaram com dois "eixos de trabalho" para aliviar as tensões entre os EUA e a União Europeia sobre a Groenlândia.
"Basicamente, o que foi discutido na semana passada, o que no final concordamos foram dois eixos de trabalho para o futuro: um eixo de trabalho é para a Otan coletivamente, para assumir mais responsabilidade pela defesa do Ártico...", disse Rutte aos membros do Parlamento Europeu.
"Portanto, uma das linhas de trabalho será ver qual a melhor forma de impedir que russos e chineses tenham mais acesso à região do Ártico... essa é uma das linhas de trabalho, e a Otan está claramente no comando", acrescentou.
O segundo eixo de trabalho, no qual a Otan não pode participar, de acordo com Rutte, foi a continuação das discussões entre os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia.
Disputa pela ilha autônoma
A Groenlândia passou a ser alvo de ameaças insistentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deseja controlar a ilha ciando localização estratégica e questões de segurança nacional norte-americana.
Recentemente, o líder americano recuou nas ameaças de anexar a ilha tendo descartado o uso de força militar e tarifas após uma escalada nas tensões entre os EUA e países europeus.
Com cerca de 81% do território coberto por gelo — profundidade rica de minerais críticos não explorados —, a Groenlândia possui uma população pequena de 56 mil pessoas, sendo 90% formada por povos originários, explica a professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá, Carolina Pavese.
A Groenlândia possui um governo autônomo, formado com um conselho liderado pelo primeiro-ministro. A premiê do país é Mette Frederiksen, que ocupa o cargo desde 2019.
O governo local é responsável por controlar questões como a política doméstica e cotidiana, enquanto o monarca da Dinamarca permanece como chefe de Estado.
Saúde, educação e policiamento local, portanto, são geridos pelo governo local da Groenlândia. Além disso, o legislativo é eleito diretamente pela população, em um sistema político democrático.


