Trump diz que apoiará ação de Israel caso Hamas rejeite acordo de paz

Presidente dos EUA e premiê israelense aguardam resposta do grupo palestino

Da CNN Brasil
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a repórteres nesta terça-feira (30), que se o grupo radical Hamas rejeitar o plano dele para um cessar-fogo e acordo de paz na Faixa de Gaza, ele apoiará as ações de Israel.

“Eu os deixaria ir e fariam o que precisassem fazer”, declarou o presidente ao deixar a Casa Branca.

Segundo Trump, “cerca de 25 mil membros do Hamas” já foram mortos. “Então, certamente eles pagaram um alto preço pelo 7 de Outubro. E este é um grupo totalmente novo”.

“[...] Este é um grupo totalmente diferente, e sua liderança foi morta três vezes diferentes, então eles pagaram um alto preço. Esperamos que eles tenham uma vida boa e tranquila. Talvez não aconteça, mas se acontecer, será uma das maiores coisas que já aconteceram. Teremos paz de verdade no Oriente Médio”, continuou o presidente.

 

Entenda o plano dos EUA para Gaza

A Casa Branca divulgou nesta segunda-feira (29) os principais pontos do plano apresentado pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para acabar com a guerra na Faixa de Gaza.

A proposta do governo americano prevê um governo internacional temporário, que seria chamado de “Conselho da Paz”, chefiado e presidido por Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair. O controle de Gaza seria posteriormente cedido à Autoridade Palestina.

plano apresentado por Trump prevê um cessar-fogo permanente e a libertação de todos os reféns que continuam nas mãos do Hamas, vivos ou mortos. Em troca, Israel libertará presos palestinos e devolverá restos mortais de pessoas de Gaza.

O acordo sugere ainda que Gaza não será anexada por Israel e que o Hamas não terá participação no governo do território. Integrantes do grupo palestino que se renderem seriam anistiados.

proposta também inclui a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a desmilitarização do território.