Líderes mundiais reagem ao plano de Trump para acabar com a guerra em Gaza

Presidente americano garantiu apoio do primeiro-ministro israelense após divulgar documento que pede cessar-fogo imediato e troca de reféns

Vinaya K e Timothy Sim, da Reuters
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Líderes mundiais na Europa e na Ásia elogiaram os "esforços e a liderança" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra em Gaza, após ele ter garantido o apoio do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a uma proposta de paz patrocinada pelos EUA na segunda-feira (29).

A Casa Branca divulgou um documento de 20 pontos que pedia um cessar-fogo imediato, a troca de reféns mantidos pelo Hamas por prisioneiros palestinos em Israel, a retirada israelense gradual de Gaza, o desarmamento do Hamas e um governo de transição liderado por um organismo internacional.

Não está claro se o Hamas vai aceitar o plano.

O grupo afirmou que o analisaria "de boa-fé" e, em seguida, responderia.

Reação de líderes mundiais

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse em uma publicação na rede social X que o país saúda o plano de Trump pela paz no Oriente Médio e insta todas as partes para ajudar a concretizá-lo.

"Como próximo passo crucial, o Hamas deve libertar imediatamente todos os reféns. Canadá está pronto para apoiar a entrega sustentada, desimpedida e em larga escala de ajuda humanitária para Gaza e por toda a região" escreveu Carney no X.

"Continuaremos nossa estreita coordenação com parceiros internacionais para construir uma paz justa e duradoura, baseada no progresso atual, com um Estado da Palestina soberano, democrático e viável, construindo seu futuro em paz e segurança com o Estado de Israel", acrescentou.

O primeiro-ministro holandês, Dick Schoof, também se pronunciou através da rede social X, dizendo que é esperado que o fim da guerra em Gaza esteja realmente próximo.

Schoof também instou Hamas na publicação, dizendo que o grupo deveria aceitar também.

"Agora cabe ao Hamas aceitar também. Um cessar-fogo, acesso seguro a ajuda humanitária em massa e a libertação de todos os reféns são essenciais. Este deve ser um passo sério em direção à única solução sustentável possível – a solução de dois Estados. Na qual não pode haver papel para a organização terrorista Hamas", publicou ele.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sanchéz disse que o país saúda a proposta de paz para Gaza promovida pelos Estados Unidos. Sanchéz afirmou que era preciso colocar fim "a tanto sofrimento", na plataforma X.

"É hora de cessar a violência, de todos os reféns serem libertados imediatamente e de a ajuda humanitária ser prestada à população civil. A solução de dois Estados, Israel e Palestina, convivendo em paz e segurança, é a única possível", disse ele.

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan elogiou os esforços e a liderança do presidente dos Estados Unidos, que segundo ele, foram usados para "interromper o derramamento de sangue em Gaza e alcançar um cessar-fogo".

"A Turquia continuará a contribuir para o processo com o objetivo de estabelecer uma paz justa e duradoura, aceitável para todas as partes", disse ele em uma publicação no X.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse que se sentiu encorajado pela resposta positiva do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e que saúda o plano de paz de Donald Trump.

Em uma publicação na rede social X, Costa afirmou que "todas as partes devem aproveitar este momento para dar uma oportunidade genuína à paz" e que a situação em Gaza é "intolerável".

"As hostilidades devem terminar e todos os reféns devem ser libertados imediatamente. Os povos israelense e palestino merecem viver lado a lado, em paz e segurança, livres de violência e terrorismo", acrescentou.

Ele ainda defendeu a solução de dois Estados, dizendo que esse "continua sendo o único caminho viável para uma paz justa e duradoura no Oriente Médio.”

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, saudou o plano de paz para a Gaza em um comunicado compartilhado na rede social X.

Ele comentou que a Austrália tem participado consistentemente dos apelos internacionais por um cessar-fogo, retorno dos reféns e fluxo de ajuda para Gaza.

"Acolhi com satisfação a oportunidade de discutir este plano com outros líderes na última semana. A Austrália afirma o compromisso do plano de negar ao Hamas qualquer papel na governança futura de Gaza e apela ao Hamas para que concorde com o plano, deponha as armas e liberte todos os reféns restantes", disse ele no X.

Albanese disse que o plano do Trump reflete uma "clara rejeição à anexação e ao deslocamento forçado de palestinos", e elogiou o foco do plano "na autodeterminação e na criação de um Estado palestino, e A Autoridade Palestina retoma o controle efetivo de Gaza".

"Reconhecemos os esforços diplomáticos para incluir as opiniões palestinas, árabes e de outros parceiros importantes neste plano, conforme demonstrado pelas declarações de apoio da Autoridade Palestina."

O primeiro-ministro australiano disse ainda que o país insta todas as partes a se envolverem seriamente com o plano e a trabalharem para tornar "sua visão realidade sem demora".

"Juntamente com nossos parceiros, a Austrália continuará a apoiar os esforços para pôr fim à guerra e a trabalhar em prol de uma solução justa e sustentável de dois Estados", falou ele.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também saudou o plano, dizendo que estava convencido de que uma paz duradoura entre o povo palestino e Israel seria essencial para trazer estabilidade política e crescimento econômico à região.

"Também acredito firmemente que o presidente Trump está totalmente preparado para ajudar em qualquer situação necessário para que este entendimento extremamente importante e urgente se torne realidade", disse ele.

Sharif também elogiou a liderança de Donald Trump e o "papel vital desempenhado pelo Enviado Especial Steve Witkoff para pôr fim a esta guerra".

"Também acredito firmemente que a implementação da proposta de dois Estados é essencial para garantir uma paz duradoura na região", falou ele no X.

Na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi, disse que acolheu "com satisfação" o anúncio do presidente dos Estados Unidos do plano para pôr fim ao conflito em Gaza.

"Ele oferece um caminho viável para a paz, a segurança e o desenvolvimento sustentáveis ​​e de longo prazo para os povos palestino e israelense, bem como para toda a região da Ásia Ocidental", disse ele em uma publicação no X.

"Esperamos que todos os envolvidos se unam em apoio à iniciativa do Presidente Trump e apoiem este esforço para pôr fim ao conflito e garantir a paz", acrescentou.