Trump e equipe discutem como adquirir a Groenlândia; europeus reagem
Casa Branca informou que o presidente americano analisa opções para adquirir a ilha da Dinamarca, incluindo possível uso de força militar, enquanto líderes europeus reagem
A Casa Branca informou que Donald Trump e seus conselheiros estão analisando uma série de opções para adquirir a Groenlândia, um território autônomo da Dinamarca. Segundo o comunicado divulgado nesta terça-feira (6), esse é considerado um objetivo importante da política externa americana para dissuadir adversários no Ártico, não descartando eventual uso de força militar.
A notícia surge logo após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, ocorrida no sábado (3), o que parece ter intensificado a retórica intervencionista de Trump. O chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, defendeu publicamente a anexação da ilha, enquanto sua esposa chegou a publicar uma imagem da Groenlândia em um mapa com a bandeira dos Estados Unidos sobreposta e a mensagem "em breve".
Reação internacional
Líderes europeus reagiram rapidamente à iniciativa americana. Em comunicado conjunto, potências como Alemanha, França e Reino Unido afirmaram que a segurança no Ártico é prioridade da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e que a Groenlândia pertence ao seu povo. Embora tenham ressaltado a importância da parceria com os Estados Unidos como integrante da aliança militar, alertaram que os americanos devem respeitar a carta da ONU.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, já havia alertado que Trump precisa ser levado a sério quando diz querer a Groenlândia e reiterou que a ilha não deseja fazer parte dos Estados Unidos. A manifestação dos líderes europeus veio após esse posicionamento da Dinamarca, demonstrando solidariedade ao país nórdico.
A retórica de intervenções de Trump vai além da Groenlândia. Após a captura de Maduro, que segue preso em Nova Iorque, o presidente americano afirmou que o governo de Cuba está prestes a cair sem o apoio financeiro do regime chavista. Além disso, sinalizou possíveis ações militares no México, mesmo sem consentimento do país, para combater os cartéis de drogas, e fez ameaças ao presidente da Colômbia, Gustavo Petro.


