Trump: FBI está perdendo tempo investigando morte do senador Lindsey Graham
Republicano da Carolina do Sul morreu por dissecção aórtica, segundo relatório preliminar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta terça-feira (14) que não há suspeita de crime na morte do senador republicano Lindsey Graham, afirmando a repórteres na Casa Branca que não via muita "maldade".
O senador morreu na noite de sábado (11). A morte repentina, pouco depois de retornar a Washington de uma viagem à Ucrânia — somada à ausência prolongada do senador Mitch McConnell —, pesa sobre o Congresso no momento em que a instituição retoma as atividades após o recesso do feriado de 4 de julho para debater legislações importantes de defesa e segurança nacional.
Questionado por um jornalista no Salão Oval sobre a investigação do FBI sobre a morte de Graham, Trump respondeu: "Não sei bem o motivo; sei que ele tinha um problema — e o pai dele teve um problema muito parecido, algo bem específico, como você sabe [...] Pelo que consta — e eu analisei todos os relatórios médicos e ouvi as explicações dos médicos da Casa Branca —, é uma condição quase indetectável e, quando ocorre, não há muito o que fazer. É uma situação lamentável, mas não há muito a fazer a respeito".
"Por isso, não vejo maldade nisso. Sei que existem todo tipo de teorias da conspiração circulando, mas acho que o FBI estaria perdendo tempo se estiver investigando isso", completou o presidente.
O que sabemos sobre a morte de Lindsey Graham
O senador americano Lindsey Graham, republicano da Carolina do Sul, morreu devido a uma ruptura em uma artéria, segundo conclusões preliminares de um médico legista. O laudo final da autópsia ainda está pendente.
A dissecção aórtica é uma condição rara e, na maioria dos casos, representa risco de morte, afirmam especialistas.
O senador republicano Tommy Tuberville disse que um integrante de sua equipe estava com o responsável pela agenda do senador Lindsey Graham na noite de sábado, quando o senador ligou para ela para reclamar de dores no peito e pedir que ela chamasse o serviço de emergência.
A CNN havia noticiado anteriormente que equipes de emergência foram enviadas a um endereço em Washington, D.C., associado a Graham, por volta das 20h30 no horário local, após um chamado sobre alguém com dores no peito, conforme indicava o áudio da central de despacho no site Broadcastify. O áudio mostra que alguém ligou de Baltimore informando que estava a caminho da residência.
Graham havia acabado de retornar de uma viagem à Ucrânia, e o presidente Donald Trump disse à CNN que conversou com ele pouco antes de sua morte. O presidente afirmou que eles discutiram a legislação de identificação de eleitores proposta por Graham — a lei “SAVE America Act” — e as viagens recentes do senador.
Teorias da conspiração
A ativista da ultradireita Laura Loomer destacou o fato de que o senador havia acabado de visitar a Ucrânia para defender sanções contra a Rússia. O comentarista conservador Marc Thiessen mencionou os supostos assassinatos de opositores pelo presidente russo Vladimir Putin e afirmou que "não é teoria da conspiração sugerir que algo mais possa estar em jogo".
Outros levantaram a hipótese de envolvimento do Irã, observando que o regime iraniano também já havia criticado Graham por sua postura belicista.
O ativista do movimento MAGA, Matt Van Swol, disse que a morte repentina de Graham "não faz sentido algum".
Uma postagem do diretor do FBI, Kash Patel, nas redes sociais também exaltou os ânimos: "O FBI está auxiliando as autoridades locais e disponibilizou todos os recursos necessários", disse o diretor sobre a morte de Graham. Muitos se perguntaram por que o FBI estaria envolvido se o senador tivesse morrido de causas naturais.
O próprio Trump já tinha descartado teorias da conspiração sobre a morte de Graham em uma entrevista à Newsmax na noite de segunda-feira: "Eu adoraria dizer que sim, mas acho que ele tinha alguns problemas", acrescentando que o pai de Graham "faleceu mais ou menos na mesma idade".
*Com informações da Reuters


