Turquia pode iniciar vacinação com Coronavac ainda neste mês

Processo deve começar após a conclusão da análise de um licenciamento doméstico

Caixas da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac
Caixas da Coronavac, vacina da farmacêutica chinesa Sinovac Foto: Thomas Peter - 24.set.2020 / Reuters

Ouvir notícia

A Turquia pode começar a vacinar a população contra Covid-19 com a Coronavac, imunizante da farmacêutica chinesa Sinovac, até o fim deste mês, depois que a análise de um licenciamento doméstico for concluída, disse o ministro da Saúde do país, Fahrettin Koca, nesta terça-feira (8), citado pelo jornal turco Sozcu.

Ele afirmou que os suprimentos da Coronavac chegarão no dia 11 de dezembro. A vacina, que passa por testes de estágio avançado na Turquia e em outros países, entre eles o Brasil, precisa de mais duas semanas de testes e análises, de acordo com o jornal.

Assista e leia também:
Última fase dos testes clínicos da vacina de Oxford tem eficácia média de 70,4%
Reino Unido começa hoje a vacinação contra a Covid-19
Vacina de Oxford deve começar a ser aplicada no final de fevereiro de 2021, diz Pazuello

Em novembro, a Turquia assinou um contrato para comprar 50 milhões de doses da Coronavac, a serem entregues em lotes entre dezembro e fevereiro.

Resultados de testes preliminares anunciados em novembro mostraram que a substância desencadeou uma reação imunológica rápida, mas que o nível de anticorpos produzidos foi mais baixo do que em pessoas que se recuperaram da doença.

No Brasil, onde a Coronavac também passa por testes de estágio avançado, o Instituto Butantan de São Paulo, que atua em parceria com a Sinovac no desenvolvimento da vacina, disse na semana passada que espera os resultados de eficácia do imunizante nos testes de fase 3 até o dia 15 de dezembro.

Koca disse que a Turquia, cuja população é de 83 milhões de habitantes, queria comprar mais vacinas da China, mas não conseguiu. Por isso, segundo ele, o país está cogitando a Rússia e outros fornecedores para preencher a lacuna até a produção doméstica suprir a demanda.

Mais Recentes da CNN