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    Turquia viola acordo com Rússia e autoriza retorno de prisioneiros de guerra à Ucrânia

    Homens foram resistência em defesa de Mariupol na usina siderúrgica Azovstal em 2022; presidente turco havia acordado com Moscou que os soldados ucranianos não seriam entregues até o fim da guerra

    Zelensky dá as boas-vindas aos comandantes em Lviv.
    Zelensky dá as boas-vindas aos comandantes em Lviv. Roman Baluk/Reuters

    Mariya KnightHeather ChenAndrew Careyda CNN

    Comandantes ucranianos que foram capturados pela Rússia, depois de liderar a defesa de Mariupol na usina siderúrgica Azovstal em 2022, prometeram retornar ao campo de batalha após seu retorno para casa no sábado (8) à noite.

    Os homens estão entre os combatentes de maior destaque que caíram nas mãos dos russos desde o início da guerra. Eles anunciaram suas intenções em uma coletiva de imprensa realizada logo após sua chegada à cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia, acompanhados pelo presidente Volodymyr Zelensky.

    Eles haviam retornado da Turquia – onde estavam detidos desde setembro sob um acordo firmado com a Rússia – no mesmo avião que trouxe Zelensky de volta de seu encontro com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

    Sob os termos de sua transferência há 10 meses, a Turquia concordou que os homens não seriam entregues à Ucrânia até o fim da guerra. Não ficou imediatamente claro por que Erdogan aparentemente violou o acordo com Moscou.

    Para Zelensky, parecia marcar outra conquista significativa de sua viagem a Istambul, depois de ter conseguido forte apoio de seu anfitrião turco para a eventual adesão da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

    O cerco de Azovstal durou semanas e transformou em heróis na Ucrânia os homens e mulheres que resistiram por meses, de fevereiro até o final de maio de 2022 . Os militares russos afirmaram que mais de 2.000 militares ucranianos se renderam lá.

    Na coletiva de imprensa em Lviv no sábado à noite, alguns dos combatentes falaram sobre suas experiências na Turquia e compartilharam suas expectativas para o futuro.

    Denys Prokopenko, comandante do regimento Azov, disse: “O mais importante hoje é que o exército ucraniano tomou a iniciativa estratégica na linha de frente e está avançando todos os dias”.

    Prokopenko disse que o retorno à linha de frente foi a razão pela qual ele e outros voltaram para a Ucrânia.

    Zelensky fotografado com os comandantes do Azovstal quando eles retornam de Istambul para a Ucrânia. / Serviço de Imprensa Presidencial Ucraniano/Divulgação/Reuters

    Imagens de vídeo mostraram grandes multidões reunidas em Lviv para saudar os líderes.

    O vice-comandante do Azov, Svyatoslav Palamar, descreveu sua experiência na Turquia usando um poema do famoso escritor ucraniano Lesya Ukrainka.

    “Somos paraplégicos de olhos brilhantes, alma forte e vontade fraca. Asas de águia estão crescendo nas nossas costas, mas estávamos presos ao solo turco”, disse ele, acrescentando que Zelensky e sua equipe encontraram a chave “para tirar suas algemas”.

    “Vamos continuar a fazer o nosso trabalho. Somos militares. Fizemos um juramento”, acrescentou Palamar.

    Zelensky agradeceu a sua equipe e a Erdogan em particular por ajudar a trazer os líderes do Azovstal para casa.

    O presidente ucraniano também anunciou a nomeação de Oleksandr Pivnenko como novo comandante da Guarda Nacional.

    Zelensky o descreveu como “um soldado poderoso e oficial de combate que se destacou nas batalhas contra os invasores russos, em particular, nas batalhas por Bakhmut” em seu discurso à Guarda Nacional da Ucrânia no final do sábado.

     

     

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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