Twitter desbloqueia conta da campanha de Trump

A conta havia sido restringida após a publicação de um vídeo que fazia acusações contra o filho de Joe Biden, Hunter

Foto: Carlos Barria/Reuters (30.set.2020)

Munsif Vengattil e Elizabeth Culliford,

da Reuters

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A conta da campanha eleitoral do presidente dos EUA, Donald Trump, no Twitter, foi desbloqueada nesta quinta-feira (15), após a rede tê-la restringido temporariamente, dizendo que um vídeo, publicado no perfil, sobre o filho do candidato democrata à presidência, Joe Biden, violou suas regras.

O vídeo postado na conta @TeamTrump referia-se a uma matéria do New York Post de quarta-feira (14), que continha supostos detalhes das negociações comerciais de Hunter Biden com uma empresa de energia ucraniana e dizia que o ex-vice-presidente se encontrou com um consultor da empresa.

A campanha Trump, com 2,2 milhões de seguidores, disse em um novo tuíte que estava “republicando o vídeo que o Twitter não quer que vocês assistam”. O Twitter não respondeu a um pedido de comentário sobre o motivo do desbloqueio da conta.

“Joe Biden é um mentiroso que vem roubando nosso país há anos”, trazia a legenda do vídeo.

O Twitter disse anteriormente que o vídeo violou suas regras contra a publicação de informações privadas, acrescentando que a conta poderia precisar deletar o post para continuar tuitando.

“Tudo vai acabar em um grande processo, e há coisas que podem acontecer que são muito graves, que eu prefiro não ver acontecer, mas provavelmente terão de acontecer”, disse Trump, quando questionado sobre a mudança pelo Twitter.

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A plataforma disse na quarta-feira que a matéria do Post violou sua política de “materiais hackeados”, que proíbe a distribuição de conteúdo obtido por meio de ataque hacker que contenha informações privadas ou segredos comerciais, ou que coloque as pessoas em risco de danos físicos.

O Facebook e o Twitter tomaram medidas na quarta para restringir a disseminação da matéria do Post.

O Twitter impôs restrições semelhantes à conta da secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, também na quarta-feira, depois que ela compartilhou a história do Post.

Outros usuários do Twitter, incluindo um jornalista, disseram que suas contas foram suspensas porque postaram um link para a história do New York Post. As contas foram desbloqueadas depois que excluíram os tuítes.

Após Twitter aplicar as restrições, o Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos intimou o presidente-executivo da plataforma, Jack Dorsey.

O presidente do comitê, Lindsey Graham, e os senadores republicanos Ted Cruz e Josh Hawley disseram que o comitê votará sobre o envio da intimação na terça-feira, 20 de outubro, e planeja ter Dorsey diante do comitê até 23 de outubro.

Dorsey disse no Twitter, na quarta-feira, que “a comunicação sobre nossas ações no artigo @nypost não foi boa.”

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