Ucrânia diz estar pronta para falar sobre cessar-fogo e paz

Russos fizeram uma proposta de enviar representantes à capital de Belarus, Minsk, para conversar com os ucranianos; a resposta de Kiev foi uma reunião em Varsóvia, na Polônia

Tim Lister, da CNN, em Kiev
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"A Ucrânia esteve e continua pronta para falar sobre um cessar-fogo e paz. Esta é nossa posição constante", disse o porta-voz do presidente Volodymyr Zelensky, Sergii Nykyforov, na noite desta sexta-feira (25).

Os comentários de Nykyforov seguem uma proposta russa de enviar representantes à capital de Belarus, Minsk, para conversar com Kiev.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que o lado ucraniano reagiu com uma proposta de se reunir em Varsóvia, na Polônia, antes de interromper o contato.

Nykyforov negou o que chamou de "alegações de que nos recusamos a negociar".

"Concordamos com a proposta do presidente da Russia. Atualmente, durante essas horas, as partes [estão discutindo] o local e o horário do processo de negociação. Quanto mais cedo as negociações começarem, maiores serão as chances de retomar a vida normal", adicionou.

Entenda o conflito

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país - acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma "operação militar especial" na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.

A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

(*Com informações da Reuters e da CNN Internacional) 

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